O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (19) o Relatório Focus com as projeções coletadas junto a economistas do mercado financeiro, revelando ajustes pontuais nas estimativas para 2026. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) teve sua projeção revisada de 1,85% para 1,83%, enquanto a expectativa para o câmbio ao encerramento do ano recuou de R$ 5,15 para R$ 5,13 por dólar.

A inflação medida pelo IPCA permaneceu em 5,22% para 2026, sem alteração em relação à semana anterior. A taxa Selic também foi mantida em 13,25% ao ano, refletindo estabilidade nas expectativas sobre o ritmo da política monetária. O patamar do IPCA projetado segue acima do teto da meta de inflação oficial, sinal de que o mercado ainda não antecipa convergência plena no horizonte de 2026.

Para anos além de 2026, o relatório trouxe movimentos mistos no crescimento esperado. A projeção de PIB para 2027 subiu de 4,30% para 4,32%, ao passo que as estimativas para os anos seguintes também registraram pequenos deslocamentos.

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No campo dos índices de preços, o IGP-M projetado para 2026 cedeu de 5,27% para 5,26%, com quedas também registradas para 2027 e 2028. A estimativa para preços administrados, categoria que engloba energia elétrica, combustíveis e tarifas de serviços públicos, recuou de 4,89% para 4,84% em 2026.

O conjunto de dados reforça um cenário em que o mercado financeiro projeta crescimento modesto e inflação persistentemente elevada para o próximo ano, com Selic em patamar restritivo. Os pequenos deslocamentos nas projeções de câmbio e PIB sugerem leve melhora marginal de expectativas, sem alterar o quadro estrutural de cautela que os analistas vêm mantendo para 2026.

Editorial BolsaNews

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