O Brasil fechou setembro com déficit em conta corrente de US$ 5,1 bilhões, resultado divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. O número representa uma melhora expressiva em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo havia alcançado US$ 8,812 bilhões, refletindo a diferença entre entradas e saídas de recursos nas transações internacionais de comércio, rendas e transferências unilaterais.

No acumulado entre janeiro e setembro, o déficit somou US$ 49,273 bilhões. Já no horizonte de 12 meses encerrado em setembro, o resultado negativo chegou a US$ 59,986 bilhões, equivalente a 2,33% do Produto Interno Bruto estimado pela autoridade monetária. O Banco Central projeta que o déficit em conta corrente alcance US$ 60 bilhões ao fim de 2026, conforme seu último Relatório de Política Monetária.

O ingresso líquido de Investimento Direto no País somou US$ 11,294 bilhões em setembro, volume superior aos US$ 9,588 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. O indicador inclui recursos destinados à participação acionária em empresas brasileiras, empréstimos concedidos por matrizes multinacionais a suas filiais locais e o retorno de investimentos brasileiros realizados no exterior.

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Segundo o Valor Econômico, nos 12 meses encerrados em setembro, o IDP acumulou US$ 88,270 bilhões, o equivalente a 3,43% do PIB, patamar acima dos 2,87% do PIB registrados no intervalo equivalente de 2025. Para o ano de 2026, o Banco Central projeta IDP de US$ 75 bilhões, segundo o mesmo Relatório de Política Monetária.

O volume de investimento direto supera com amplitude o déficit corrente no período analisado, sinal que analistas costumam monitorar como indicador da capacidade do país de financiar seu desequilíbrio externo sem pressão adicional sobre as reservas internacionais ou sobre a taxa de câmbio. O cenário de setembro reforça essa dinâmica, com o IDP cobrindo mais do que o dobro do rombo registrado no mês.

Editorial BolsaNews

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