Bolsa acumula perda superior a 1% na tarde desta segunda-feira, enquanto dólar cede mais de 0,6% com PTAX oficial registrando pressão de baixa sobre a divisa.
O pregão desta segunda-feira segue em curso na B3 e, até este momento da tarde, o Ibovespa acumula queda pelo segundo dia consecutivo, pressionado por um grupo concentrado de perdas em siderúrgicas, construtoras e no setor de tecnologia. No campo oposto, o dólar opera em baixa, e a PTAX oficial do dia já foi divulgada, confirmando o recuo da moeda americana em relação ao real, movimento que o mercado associa ao ambiente pós-eleitoral e à dinâmica dos fluxos de curto prazo.
Totvs e siderurgia lideram as perdas da sessão
Entre as maiores pressões sobre o índice nesta tarde, Totvs acumula queda expressiva, superior a 8%, sem um catalisador de notícia imediata identificável, o que sugere movimento técnico ou realização após período de valorização. No setor siderúrgico, Sid Nacional e Usiminas recuam mais de 5% cada, em linha com a retração dos contratos futuros de minério de ferro no exterior e com o ambiente de maior cautela sobre a demanda global por aço. A Cosan também figura entre as maiores baixas, num dia em que ativos ligados a commodities e conglomerados de infraestrutura operam sob pressão.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ibovespa | ▼ 1,11% | 175.576 |
| Dólar | ▼ 0,61% | 5,339 |
Às 16h20 (Horário de Brasília)27/10/2026
Maiores Altas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| TENDA (tend3) | ▲ 8,96% | 22,86 |
| MAGAZ LUIZA (mglu3) | ▲ 5,76% | 5,690 |
| TIM (tims3) | ▲ 4,97% | 19,02 |
| DIRECIONAL (dirr3) | ▲ 4,20% | 9,190 |
| HAPVIDA (hapv3) | ▲ 3,73% | 4,170 |
Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| TOTVS (tots3) | ▼ 8,26% | 35,78 |
| COSAN (csan3) | ▼ 6,60% | 2,690 |
| SID NACIONAL (csna3) | ▼ 6,55% | 4,710 |
| CYRELA REALT (cyre3) | ▼ 6,18% | 18,81 |
| USIMINAS (usim5) | ▼ 5,89% | 5,590 |
Citi revisa grandes bancos após eleição e reavalia perspectivas do setor
O setor bancário opera em recuo nesta tarde e foi alvo de revisão pelo Citi após o resultado eleitoral. Segundo o Valor Econômico, o banco americano alterou sua visão sobre os principais nomes do segmento, passando a monitorar ITUB4 com maior otimismo, mantendo BBDC4 em posição neutra e rebaixando BBAS3, que passa a ser acompanhado com maior cautela. O movimento reforça a percepção de que o resultado das urnas traz implicações distintas para cada instituição, com Banco do Brasil sendo visto como o mais exposto a riscos relacionados à política de crédito e gestão sob o novo mandato.
Vivo e Magazine Luiza sobem com catalisadores específicos
No campo positivo, TIM e Vivo (VIVT3) operam em alta, com analistas monitorando o impacto da parceria da Vivo com a Starlink, que amplia o alcance da operadora em regiões de cobertura limitada. Magazine Luiza sobe mais de 5% e Tenda lidera as altas do índice com quase 9% de valorização, movimento que, no caso da construtora, pode refletir expectativas sobre o ambiente de crédito habitacional após a definição do cenário político. Hapvida e Direcional também figuram entre os destaques positivos da sessão.
Itaú formaliza atuação em criptoativos junto ao Banco Central
Em notícia com potencial de impacto no segmento de ativos digitais, o Itaú formalizou junto ao Banco Central sua atuação como prestador de serviços de criptoativos, conforme informou o Valor Econômico. O movimento posiciona a maior instituição financeira privada do país no mercado regulado de cripto, sendo interpretado como sinal de avanço do marco regulatório brasileiro para o setor, com atenção dos investidores que acompanham bitcoin e outros ativos digitais como parte do portfólio.
O pregão segue aberto por mais cerca de 40 minutos, e o mercado permanece atento à dinâmica de fluxo de final de sessão, especialmente em papéis de alta volatilidade. O ambiente pós-eleitoral deve continuar ditando o tom dos próximos pregões, com investidores monitorando sinalizações sobre a política fiscal do novo mandato, fator que tende a influenciar tanto o dólar quanto a curva de juros nas próximas semanas.
Editorial BolsaNews





