Índice cede mais de 1.000 pontos no dia, enquanto o câmbio alivia pressão com dólar em baixa de quase 0,4% na sessão.

O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira em queda, abaixo dos 176 mil pontos, com o movimento de baixa concentrado em ações de tecnologia, energia e consumo. No lado oposto, construtoras e varejistas protagonizaram as maiores altas do índice. O dólar comercial fechou em queda frente ao real, aliviando parte da pressão cambial que marcou sessões recentes.

Totvs, Cosan e Natura lideram as perdas do dia

As baixas mais expressivas do Ibovespa ficaram concentradas em setores distintos, mas com intensidade fora do comum. Totvs registrou a maior queda individual do índice, com recuo próximo a 10%, sem que uma notícia específica de resultado ou evento corporativo justificasse o movimento com clareza no noticiário do dia, o que sugere ajuste técnico ou fluxo pontual de saída. Cosan e Natura também cederam com força, aprofundando o tom negativo da sessão.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 1,03% 175.710
Dólar ▼ 0,38% 5,351

Às 21h00 (Horário de Brasília)27/10/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
TENDA (tend3) ▲ 9,68% 23,01
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▲ 6,88% 5,750
TIM (tims3) ▲ 4,91% 19,01
DIRECIONAL (dirr3) ▲ 4,88% 9,250
CURY S/A (cury3) ▲ 4,55% 28,04

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
TOTVS (tots3) ▼ 9,36% 35,35
COSAN (csan3) ▼ 6,94% 2,680
NATURA (natu3) ▼ 6,78% 5,500
SID NACIONAL (csna3) ▼ 5,56% 4,760
CYRELA REALT (cyre3) ▼ 5,19% 19,01

Construtoras e varejo puxam as altas; Tenda e Magalu se destacam

Na ponta positiva, o destaque ficou com papéis ligados à construção civil e ao varejo. Tenda avançou quase 10%, enquanto Magalu subiu quase 7%, movimentos que refletem, em parte, o ambiente de volatilidade elevada pós-eleições municipais, que abre janelas de oscilação mais amplas em ativos de maior sensibilidade ao ciclo doméstico. TIM, Direcional e Cury completaram o grupo das cinco maiores altas do índice no dia.

Hypera e Movida divulgam resultados trimestrais robustos

No radar corporativo, dois balanços chamaram atenção. A Hypera reportou lucro líquido ajustado de R$ 527 milhões no terceiro trimestre, e a Movida informou que seu lucro mais que dobrou no mesmo período, atingindo R$ 152,1 milhões, alta de 117% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, segundo o Valor Econômico. Os números reforçam sinais de recuperação em setores distintos, mas os papéis das companhias não figuraram entre os destaques de alta ou baixa do dia.

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Tesouro Prefixado recua após recorde; IPCA+ longos sobem

No mercado de renda fixa, os títulos prefixados do Tesouro Direto registraram queda nas taxas de até 47 pontos-base após baterem em máximas históricas, sinalizando algum alívio na percepção de risco fiscal de curto prazo. Em contrapartida, os títulos atrelados ao IPCA com vencimentos mais longos seguiram em alta, indicando que as preocupações com inflação e trajetória fiscal no horizonte mais distante ainda sustentam prêmio elevado nas curvas longas.

Com o fechamento desta terça-feira, o Ibovespa acumula pressão em uma semana marcada por resultados corporativos, movimentos políticos domésticos e ajustes técnicos em papéis de grande liquidez. A agenda de balanços e o comportamento do câmbio seguem como variáveis centrais para o humor do mercado nas próximas sessões.

Editorial BolsaNews