Siderúrgicas lideram perdas, com Usiminas em queda superior a 8% após trimestre fraco; exportadoras como Vale e Brava resistem e limitam recuo do índice
O pregão desta tarde segue em curso com o Ibovespa operando em baixa superior a 1%, numa sessão de dupla pressão: o ambiente fiscal doméstico pesa sobre o humor interno, enquanto o exterior não oferece alívio. O dólar avança com intensidade no dia, e a PTAX oficial divulgada pelo Banco Central consolidou a alta da moeda americana na sessão. Até este momento da tarde, o mercado não encontrou catalisadores suficientes para reverter o movimento.
Usiminas despenca após resultado fraco no trimestre
A Usiminas figura como a maior baixa do Ibovespa nesta tarde, com queda superior a 8%, após divulgar um trimestre considerado fraco pelo mercado. Segundo o Valor Econômico, a empresa deve manter paralisada a operação de Samambaia, o que reforça a perspectiva de pressão contínua sobre seus resultados. O movimento arrasta outras siderúrgicas: CSN também opera com perdas relevantes, refletindo preocupações setoriais que vão além do resultado individual da Usiminas.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ibovespa | ▼ 1,13% | 167.635 |
| Dólar | ▲ 1,36% | 5,458 |
Às 16h20 (Horário de Brasília)30/10/2026
Maiores Altas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| BRAVA (brav3) | ▲ 2,69% | 18,35 |
| MAGAZ LUIZA (mglu3) | ▲ 2,53% | 5,260 |
| VALE (vale3) | ▲ 2,30% | 61,77 |
| COSAN (csan3) | ▲ 2,21% | 2,310 |
| BRADESPAR (brap4) | ▲ 1,63% | 18,09 |
Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| USIMINAS (usim5) | ▼ 8,36% | 5,040 |
| SID NACIONAL (csna3) | ▼ 6,38% | 3,960 |
| BTGP BANCO (bpac11) | ▼ 5,27% | 51,42 |
| B3 (b3sa3) | ▼ 5,17% | 13,39 |
| MARFRIG (mbrf3) | ▼ 4,30% | 15,82 |
Exportadoras seguram parte da queda do Ibovespa
Em contramão ao índice, Vale, Brava e Bradespar operam entre as maiores altas da sessão, beneficiadas pela valorização do dólar e pelo comportamento das commodities ao longo do dia. O movimento das exportadoras oferece um contrapeso parcial às perdas do Ibovespa, sem, contudo, ser suficiente para reverter o saldo negativo do índice. O contexto é consistente com a visão que circula no mercado de que, no atual cenário macroeconômico, as empresas com receita atrelada ao câmbio e à exportação apresentam resiliência relativa frente às companhias voltadas ao mercado interno.
BTG, B3 e setor financeiro sob pressão no pregão
O setor financeiro e de mercado de capitais figura entre os maiores detratores do Ibovespa nesta tarde. BTG Pactual e B3 operam com quedas expressivas, acima de 5%, num movimento que reflete tanto o ambiente de aversão a risco quanto preocupações com o custo de capital elevado no Brasil. O recuo da B3 ocorre no mesmo dia em que a companhia informou ajustes nos horários de negociação a partir da próxima semana, em função do fim do horário de verão nos Estados Unidos, mudança operacional que não tem relação direta com a queda das ações, mas evidencia o momento de atenção do mercado aos desdobramentos da bolsa.
Magalu sobe, mas cenário macro segue desafiador para o varejo
Magazine Luiza opera entre as maiores altas do índice nesta tarde, num movimento que destoa do ambiente adverso para o varejo doméstico. O avanço ocorre a despeito de avaliações recentes que apontam o ambiente macroeconômico como obstáculo relevante para o setor, com juros elevados comprimindo a demanda e o crédito ao consumidor. O desempenho pontual da ação no pregão não altera a percepção de que o varejo brasileiro segue navegando em condições difíceis enquanto a taxa Selic permanecer em patamar restritivo.
O pregão segue aberto por mais cerca de 40 minutos, e o mercado monitorará se as pressões da tarde se sustentam ou se há algum movimento de acomodação antes do final da sessão. O saldo até agora é de uma sessão claramente negativa para o Ibovespa, com o dólar forte e o setor siderúrgico como vetores centrais da queda.
Editorial BolsaNews





