O índice DXY fechou a semana com alta de 0,15%, encerrando sexta-feira a 101,96 após oscilar entre 101,54 e 102,49 nos cinco pregões. O principal driver foi a decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, acompanhada por dois votos dissidentes a favor de alta imediata, alimentando a expectativa de um aumento em dezembro, segundo o FX Street. O PIB do terceiro trimestre cresceu 3,4% anualizado, acima da projeção de 3,1%. O PCE acumulou 3,6% anual no cabeçalho e 3,1% no núcleo, ambos acima da meta de 2% do Fed, conforme o Trading Economics.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento classifica-se como macro com sobreposição técnica. A confluência entre postura monetária hawkish implícita, crescimento surpreendendo positivamente e inflação persistente sustentou o dólar ao longo da semana. A reação imediata ao comunicado do Fed derrubou o DXY para próximo de 101,90, mas a queda foi rapidamente revertida, comportamento típico de ajuste de fluxo após evento de risco. O índice não conseguiu sustentar ganhos acima de 102,49, indicando absorção de fluxo comprador nessa região sem aceleração.
O DXY fecha a semana a 101,96, acima da MM100 diária em 100,64 e da MM200 em 99,63. A máxima semanal de 102,49 é a resistência imediata. A mínima de 101,54 é o suporte mais próximo. Abaixo dele, o próximo referencial fica na região da MM100.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Para a próxima semana, três pontos a monitorar: (1) relatório de emprego dos EUA, dado com potencial de reprecificar o cenário de dezembro para o Fed; (2) comportamento do DXY em relação à resistência de 102,49 e ao suporte de 101,54, limites que delimitaram o intervalo desta semana; (3) declarações públicas de membros do Fed, especialmente dos dois dissidentes e do Chair Warsh, que não sinalizou claramente o próximo passo na coletiva de imprensa.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





