Índice recuou mais de 1,5% no pregão; dólar avançou cerca de 1%, enquanto Cogna despencou mais de 12% entre as maiores baixas do dia.

O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira em território negativo, acumulando perda superior a 1,5% e renovando o tom de cautela que tem dominado o mercado doméstico. O dólar avançou próximo a 1%, encerrando o dia acima dos R$ 5,48, em sessão marcada por pressão ampla sobre o índice. As perdas foram distribuídas por diferentes setores, com destaque negativo para saúde, varejo e energia.

Cogna lidera baixas com tombo de dois dígitos

A ação da Cogna figurou como a maior baixa do Ibovespa no dia, com queda superior a 12%, movimento que se destaca pelo tamanho mesmo em um pregão já adverso para o índice em geral. Hapvida, PRIO, Azzas 2154 e Assaí completaram as cinco maiores baixas, sinalizando pressão difusa sobre setores de saúde, petróleo e consumo. No caso da PRIO, o recuo acompanha um ambiente mais cauteloso para o setor de óleo e gás no contexto internacional.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 1,57% 165.529
Dólar ▲ 0,95% 5,488

Às 21h00 (Horário de Brasília)03/11/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
NATURA (natu3) ▲ 6,07% 5,070
EMBRAER (embj3) ▲ 3,63% 103,84
SMART FIT (smft3) ▲ 2,72% 15,85
USIMINAS (usim5) ▲ 2,59% 5,150
SANTANDER BR (sanb11) ▲ 2,26% 24,48

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
COGNA ON (cogn3) ▼ 12,66% 1,380
HAPVIDA (hapv3) ▼ 5,00% 3,990
PRIO (prio3) ▼ 4,78% 68,08
AZZAS 2154 (azza3) ▼ 4,56% 13,60
ASSAI (asai3) ▼ 4,42% 7,570

Natura e Embraer nadam contra a maré

Em pregão majoritariamente negativo, Natura avançou mais de 6% e liderou as altas do índice, seguida por Embraer, com ganho superior a 3,5%. Smart Fit, Usiminas e Santander Brasil também figuraram entre os destaques positivos do dia. O movimento da Embraer pode estar relacionado ao ambiente favorável ao setor aeronáutico, que também reflete o bom desempenho operacional registrado por companhias do segmento, a Latam Airlines reportou lucro de US$ 441 milhões no terceiro trimestre, alta anual de 16,3%, segundo o Valor Econômico.

Resultados corporativos no radar: BB Seguridade e Marcopolo decepcionam

O fluxo de balanços do terceiro trimestre seguiu pesando sobre o humor do mercado. BB Seguridade registrou queda de 5,1% no lucro líquido gerencial, para R$ 2,43 bilhões, e Marcopolo reportou recuo de 43% no resultado do período, a R$ 186,5 milhões, números que contrastam com o tom mais positivo de outros setores. RD Saúde, por sua vez, apresentou lucro de R$ 439 milhões, alta de 9,2% na comparação anual, sem impacto expressivo no pregão.

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Agenda externa e rating da Petrobras no contexto

No campo internacional, a AMD superou estimativas de receita impulsionada por data centers, com as ações avançando próximo a 8% nas bolsas americanas, um sinal de apetite seletivo por risco lá fora que, no entanto, não foi suficiente para conter o recuo doméstico. No front corporativo local, a Fitch afirmou o rating BB da Petrobras com perspectiva estável, referendo que mantém o perfil de crédito da estatal inalterado por ora. No campo político, o Senado aprovou em segundo turno a PEC da Segurança por placar de 75 a 0, sem impacto direto imediato sobre os ativos financeiros.

Com o Ibovespa encerrando em queda relevante e o dólar firmado em patamar elevado, o mercado doméstico segue monitorando o ritmo de resultados corporativos, o andamento das negociações tarifárias entre Brasil e Estados Unidos, cujo governo brasileiro espera receber proposta formal até a próxima semana, e o comportamento da moeda americana, que permanece como variável central para o humor dos ativos de risco locais.

Editorial BolsaNews