Índice avança mais de 1%, enquanto PRIO e Petrobras lideram as baixas; mineração e consumo puxam as maiores altas da sessão

O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira em território positivo, com alta superior a 1%, num movimento que combinou força em setores como mineração, varejo e bem-estar com quedas pronunciadas nas ações do setor de óleo e gás. O dólar operou em queda, devolvendo parte da valorização recente e contribuindo para o tom mais construtivo da sessão.

Petrolíferas concentram as maiores perdas do dia

PRIO e Brava lideraram as baixas do Ibovespa, seguidas pelas duas classes de ações da Petrobras, que também encerraram com perdas relevantes. O movimento reflete a pressão sobre o setor diante do ambiente de preços do petróleo e do fluxo de realização que dominou essas posições ao longo da sessão. BB Seguridade completou o grupo das maiores baixas, sem contexto de notícia específica identificado.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▲ 1,15% 167.563
Dólar ▼ 0,52% 5,460

Às 21h00 (Horário de Brasília)04/11/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
CSNMINERACAO (cmin3) ▲ 14,91% 5,240
NATURA (natu3) ▲ 9,27% 5,420
VAMOS (vamo3) ▲ 8,44% 2,570
LOCALIZA (rent3) ▲ 8,15% 29,46
SMART FIT (smft3) ▲ 7,49% 16,79

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
PRIO (prio3) ▼ 9,26% 62,14
BRAVA (brav3) ▼ 8,57% 16,01
PETROBRAS (petr3) ▼ 7,90% 53,40
PETROBRAS (petr4) ▼ 7,12% 47,12
BBSEGURIDADE (bbse3) ▼ 7,09% 37,75

Mineração e consumo sustentam o lado comprador

CSN Mineração disparou e liderou as altas do índice com folga, seguida por Natura, Vamos, Localiza e Smart Fit. Esta última foi impulsionada por resultado trimestral positivo: a rede de academias reportou alta de 40% no lucro recorrente no terceiro trimestre, a R$ 248 milhões, o que animou o papel e ajudou a sustentar o índice.

Temporada de balanços traz resultados mistos

A safra de resultados do terceiro trimestre seguiu intensa e com leituras variadas. A CBA registrou lucro recorde de R$ 616 milhões no período, com crescimento de mais de 360%, segundo o Valor Econômico. A Vibra (VBBR3) também surpreendeu positivamente, com lucro de R$ 2,4 bilhões acima do consenso. No campo negativo, GPA reportou prejuízo líquido de R$ 220 milhões nas operações continuadas e a Dexco acumulou prejuízo de R$ 142 milhões no trimestre, afetada por processo de desmobilização de fábricas.

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Juros altos e fiscal no radar do mercado

O ambiente macroeconômico mantém a Selic em 13,75% e o debate fiscal no centro das atenções. A percepção dominante no mercado é de que, sem avanço no ajuste das contas públicas, a taxa de juros tende a permanecer restritiva por período prolongado, com projeções que se estendem até 2027. O Copom, na sua última decisão, deu peso relevante à piora das expectativas de inflação ao justificar a manutenção da taxa, conforme avaliação da Canvas Capital.

Com o pregão encerrado, o mercado digere um dia de polarização setorial clara: de um lado, a força de empresas ligadas a consumo, mineração e resultado operacional sólido; de outro, a pressão sobre o setor de petróleo. A agenda de balanços e o cenário fiscal seguem como os principais vetores de atenção para as próximas sessões.

Editorial BolsaNews