A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Daniella Marques, detalhou nesta segunda-feira (19) a proposta do candidato para o Bolsa Família. Segundo ela, em um eventual governo Bolsonaro, o programa contaria com uma regra de transição de dois anos destinada a beneficiários que formalizarem emprego com carteira assinada ou que decidirem abrir um negócio próprio.
Durante esse período, o beneficiário manteria o recebimento dos valores do programa, sem interrupção imediata. Ao fim da janela de 24 meses, caso a experiência profissional ou empreendedora não se sustente, o retorno ao Bolsa Família seria automático, conforme a proposta apresentada pela coordenadora econômica da campanha.
A proposta se distingue da arquitetura atual do programa, que já conta com uma regra de proteção temporária para famílias que registram aumento de renda. Nas normas vigentes, a permanência no benefício depende de critérios como a renda per capita familiar, a data de entrada no mecanismo de proteção e o tipo de renda identificado.
O cenário eleitoral coloca o senador Flávio Bolsonaro como principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Os dois candidatos se encontraram no primeiro debate presidencial no domingo (18), com o segundo turno previsto para 25 de outubro. O Bolsa Família figura como um dos pontos de maior divergência programática entre as candidaturas.
O governo atual elevou o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 em setembro, reajuste equivalente a 15,04%, como parte de sua estratégia de ampliação do programa social. O debate sobre o futuro do programa deve ganhar espaço crescente na disputa eleitoral, segundo analistas que acompanham a corrida presidencial.
O contorno definitivo da proposta ainda depende de detalhamentos adicionais por parte da campanha, que não divulgou impacto fiscal estimado nem os critérios completos de elegibilidade para o mecanismo de transição.
Editorial BolsaNews





