O Goldman Sachs avalia que a Petrobras deve manter inalterado o preço do diesel comercializado a distribuidoras até o encerramento de 2024, após o governo federal decidir prorrogar por 30 dias o conjunto de subsídios ao combustível. A conclusão consta de relatório divulgado pelo banco nesta terça-feira e considera o efeito combinado dos incentivos em vigor sobre a dinâmica de precificação da estatal.

O mecanismo renovado prevê subvenção de R$2,12 por litro para produtores e importadores de diesel. Além disso, permanece ativo até 6 de novembro um subsídio adicional de R$1,40 por litro voltado especificamente para importações. Segundo os analistas, a sobreposição desses dois instrumentos diminui a necessidade de a companhia elevar suas tarifas para acompanhar a valorização das cotações internacionais.

O banco estima que o preço realizado do diesel pela Petrobras está atualmente em R$5,43 por litro, patamar aproximadamente 25% inferior à paridade de importação, calculada em cerca de R$7,30 por litro. A diferença reflete a política de preços adotada pela estatal nos últimos meses, que tem se distanciado progressivamente do referencial externo.

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O relatório aponta ainda que os incentivos mais elevados concedidos ao diesel importado permitem que distribuidoras consigam o combustível no exterior a valores próximos aos cobrados pela Petrobras, reduzindo a vantagem competitiva da estatal no abastecimento doméstico. O Goldman Sachs reconhece, segundo o documento, que essa assimetria pode reduzir, ainda que não eliminar, o espaço para um eventual reajuste por parte da companhia.

O cenário descrito pelo banco reforça a influência direta da política de subsídios sobre as decisões de precificação da Petrobras, em um contexto em que os preços internacionais do petróleo seguem pressionados por fatores geopolíticos e de demanda global. A manutenção do diesel abaixo da paridade de importação permanece como um dos pontos monitorados pelo mercado ao avaliar as perspectivas financeiras da empresa nos próximos trimestres.

Editorial BolsaNews

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