Bolsas europeias e futuros de NY sobem com cautela; petróleo avança mais de 2% e yield do T-Note de 10 anos recua para abaixo de 5%

O investidor brasileiro chega a esta quinta-feira com dois vetores externos de peso: a disparada das bolsas de Hong Kong e a decisão de juros do Banco da Inglaterra, que publica hoje seu relatório de política monetária. No plano doméstico, o mercado segue digerindo o comunicado do Copom, que manteve a Selic em 13,75%, e a leitura do tom adotado pelo BC deve ser o principal termômetro do Ibovespa na sessão.

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Hang Seng dispara; Nikkei vai na direção oposta

A Ásia fechou o pregão com forte divergência. Hong Kong registrou alta superior a 3,6%, impulsionada por movimento de recomposição em papéis de tecnologia após sessões de pressão vendedora ligada ao setor de inteligência artificial. No sentido contrário, o Nikkei recuou mais de 1,5%, penalizado pelo mesmo tema e por dados domésticos que decepcionaram. O contraste entre as duas praças reforça a seletividade que predomina no bloco asiático neste momento.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▲ 0,23% 53.798
🇺🇸 S&P Futuros ▲ 0,24% 7.722
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▲ 0,45% 28.394
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▲ 0,48% 6.303
🇬🇧 FTSE 100 ▲ 0,79% 10.922
🇯🇵 Nikkei 225 ▼ 1,52% 61.078
🇭🇰 Hang Seng ▲ 3,67% 24.797
🇨🇳 Shanghai ▲ 0,21% 3.690
💵 DXY (Dolar Index) ▲ 0,27% 101,52
🪙 Ouro ▼ 0,35% 4.135
🛢️ Petroleo Brent ▲ 2,35% 95,79
₿ Bitcoin ▼ 0,08% 80.367
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▼ 1,17% 4,894

Às 07h00 (Horário de Brasília)05/11/2026

BOE decide juros; Bailey fala ao mercado

O Banco da Inglaterra é o protagonista da agenda internacional desta manhã: divulga a decisão de taxa, o Monetary Policy Report e os votos do comitê, seguidos de fala do presidente Andrew Bailey. O evento concentra atenção dos mercados europeus, que operam em alta moderada, FTSE 100 e Euro Stoxx 50 avançam com cautela enquanto investidores aguardam o guidance do BOE. O Bundesbank e o BCE, com Lagarde, também fazem pronunciamentos ao longo do dia, ampliando o volume de sinais de política monetária na sessão.

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Petróleo sobe mais de 2%; ouro cede e dólar avança

O petróleo Brent opera com alta expressiva, acima de 2%, sustentado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, a região do Golfo segue como foco de atenção, com impactos diretos sobre a percepção de oferta. O ouro, por sua vez, cede levemente após sequência de máximas históricas, enquanto o índice do dólar avança de forma moderada. O yield do Treasury de 10 anos recua abaixo de 4,9%, movimento que alivia parte da pressão sobre ativos de risco globais.

Noruega mantém juros e sinaliza novo aperto à frente

O Norges Bank optou por manter sua taxa de referência em 4,5%, mas surpreendeu ao sinalizar possibilidade de novo aperto monetário nas próximas reuniões, postura mais hawkish do que o mercado esperava. A decisão reforça o quadro global de bancos centrais que ainda resistem a abrir mão do ciclo restritivo, mesmo com sinais de desaceleração em economias europeias: a produção industrial da França caiu 0,5% em setembro, contrariando previsões, segundo o Valor Econômico.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇪🇺 Leilão de títulos de 10 anos (Espanha) 🐂
  • 🇪🇺 Leilão de títulos de 10 anos (França) 🐂
  • 🇬🇧 BOE Monetary Policy Report 🐂🐂🐂
  • 🇬🇧 Monetary Policy Summary 🐂🐂🐂
  • 🇬🇧 MPC Official Bank Rate Votes 🐂🐂🐂
  • 🇬🇧 Official Bank Rate 🐂🐂🐂
  • 🇬🇧 Presidente do Banco da Inglaterra, Bailey, fala 🐂🐂🐂
  • 🇺🇸 Pedidos de seguro-desemprego 🐂🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Hammack fala 🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Barkin fala 🐂
  • 🇺🇸 Estoques de gás natural 🐂
  • 🇪🇺 Presidente do Bundesbank, Nagel fala 🐂
  • 🇪🇺 Presidente do BCE, Lagarde fala 🐂🐂
  • Banco central Banco da Noruega mantém juros em 4,5% e sinaliza possível aperto adicional: Norges Bank decidiu manter a taxa de juros em 4,5% e indicou possibilidade de novo aperto monetário.

Com o Copom no retrovisor e o BOE no horizonte imediato, a sessão exige atenção redobrada ao tom das comunicações dos bancos centrais, elas tendem a pesar mais do que qualquer cotação isolada na formação do humor do mercado brasileiro ao longo da tarde.