Dólar dispara com força e bolsa aciona interrupção de negociações; ETF do Brasil no exterior recua quase 26% na abertura.

O Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira em colapso, acumulando queda superior a 16% até o fechamento desta edição, às 11h05, em reação direta à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. O dólar acompanha o movimento e opera com valorização expressiva frente ao real, refletindo a aversão a risco que dominou os mercados domésticos desde a abertura às 10h. O circuit breaker foi acionado, interrompendo temporariamente as negociações na B3.

Circuit breaker paralisa bolsa em sessão histórica de pressão

O mecanismo de circuit breaker, que suspende os negócios quando o Ibovespa atinge determinados limites de queda em tempo real, foi acionado nesta manhã, sinalizando a magnitude do estresse em curso. A medida é prevista justamente para situações de volatilidade extrema e já havia sido utilizada em episódios pontuais dos últimos anos, mas a dimensão da queda desta sessão coloca o pregão entre os mais turbulentos da história recente da bolsa brasileira.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 16,84% 171.042
Dólar ▲ 10,95% 5,509

Às 11h06 (Horário de Brasília)26/10/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
GERDAU MET (goau4) ▲ 14,55% 13,07
SUZANO S.A. (suzb3) ▲ 10,71% 47,44
VALE (vale3) ▲ 8,13% 67,07
GERDAU (ggbr4) ▲ 5,57% 26,73
BRADESPAR (brap4) ▲ 5,56% 20,11

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
B3 (b3sa3) ▼ 50,21% 11,84
COSAN (csan3) ▼ 50,00% 2,600
VAMOS (vamo3) ▼ 49,84% 3,210
CEA MODAS (ceab3) ▼ 49,82% 6,920
CYRELA REALT (cyre3) ▼ 49,75% 17,87

Tesouro Direto trava e leilões da semana são cancelados

O mercado de renda fixa também opera sob forte tensão: o Tesouro Direto registrou atraso de cerca de uma hora na abertura das negociações em meio à disparada dos juros futuros, e o governo federal cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados ao IPCA previstos para esta semana. O movimento reflete a dificuldade de precificação em um ambiente de incerteza política abrupta, com a curva de juros reagindo de forma intensa à mudança no cenário eleitoral.

Goldman projeta dólar a R$ 5,60; EWZ derrete no exterior

No mercado internacional, o ETF EWZ, principal veículo de exposição ao Brasil negociado nos Estados Unidos, recuava quase 26% na abertura, antecipando o movimento visto internamente. O banco Goldman Sachs projetou, segundo o InfoMoney, que o dólar pode saltar até 12% e alcançar R$ 5,60 no cenário pós-eleitoral, reforçando a leitura de que a pressão cambial pode se estender além da sessão de hoje. O mercado americano ainda não havia aberto no horário desta edição, portanto os reflexos completos nos índices de Nova York serão conhecidos a partir do período da tarde.

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Setor financeiro lidera perdas; siderurgia e commodities nadam contra a maré

Entre os destaques negativos do pregão, papéis do setor financeiro operam com perdas severas, em linha com a aversão ao risco que historicamente penaliza bancos e empresas de serviços financeiros em contextos de incerteza fiscal e política. No campo oposto, ações ligadas a commodities e exportação, como siderurgia e papel e celulose, registram altas expressivas, beneficiadas pela disparada do dólar, que eleva a receita em reais dessas companhias exportadoras.

O pregão segue aberto e o nível de volatilidade permanece elevado até o fechamento desta edição, às 11h05. O mercado americano ainda não havia iniciado suas operações, e novos desdobramentos ao longo da tarde, tanto no câmbio quanto nos juros futuros, devem continuar pautando o comportamento dos ativos domésticos.

Editorial BolsaNews