Ações de bancos, varejo e Petrobras lideram perdas após resultado eleitoral; B3SA3 chegou a recuar 50% no intraday antes de fechar com queda de 36%

O pregão desta segunda-feira ficará marcado na história do mercado financeiro brasileiro. O Ibovespa encerrou o dia com queda superior a 14%, em um dos piores desempenhos já registrados pelo índice em sessão única, enquanto o dólar disparou mais de 8% frente ao real. O gatilho foi a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o candidato da situação, com o resultado provocando acentuada aversão ao risco entre investidores locais e estrangeiros.

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Bancos e varejo lideram derrocada na bolsa

O setor financeiro e o de varejo concentraram as perdas mais severas do pregão. Ações de grandes bancos privados e público operaram em queda abrupta, BBAS3 recuou cerca de 29% e BBDC4 perdeu aproximadamente 22% no dia. No varejo, papéis como Magalu, Azzas e C&A chegaram a cair até 58%, refletindo preocupação do mercado com o impacto de uma eventual mudança na política econômica sobre consumo, crédito e margens do setor.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 8,29% 5,377
Ibovespa ▼ 14,13% 176.608
Dow Jones ▲ 0,29% 52.362
S&P 500 ▲ 0,71% 7.677
Nasdaq ▲ 0,83% 26.169
Stoxx 600 ▲ 0,89% 640,66
FTSE 100 ▲ 0,91% 10.767
Petróleo Brent ▲ 0,68% 110,27
Bitcoin ▼ 0,15% 79.932
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,04% 4,986

Às 18h30 (Horário de Brasília)26/10/2026

B3 e Petrobras entre os destaques negativos

A própria B3 (B3SA3) viveu uma sessão histórica pelo lado negativo: o papel chegou a recuar 50% no intraday, fechando com queda de 36%, segundo informou o InfoMoney. Petrobras (PETR3 e PETR4) também operou sob forte pressão, com recuo superior a 8%, alimentado por incertezas sobre a política de preços e a governança da estatal sob uma eventual nova gestão federal.

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Vale e commodities nadam contra a maré

Em meio ao tombo generalizado, Vale (VALE3) foi uma exceção notável, com alta de cerca de 4% no dia. O movimento reflete a valorização do dólar frente ao real, que beneficia receitas exportadoras da mineradora, e a relativa estabilidade do preço do minério de ferro no mercado internacional. O petróleo Brent também fechou em leve alta, mas não foi suficiente para blindar Petrobras do ambiente de aversão ao risco doméstico.

Wall Street sobe; cenário externo contrasta com Brasil

Enquanto o mercado brasileiro derretia, as bolsas americanas encerraram o pregão em alta moderada, impulsionadas pelo setor de tecnologia e pelo anúncio de IPO da Anthropic, que aqueceu o apetite por papéis de inteligência artificial. O S&P 500 e o Nasdaq avançaram, e as bolsas europeias também fecharam no campo positivo. O contraste evidencia que o movimento desta segunda-feira foi essencialmente um fenômeno doméstico, descolado do humor externo.

O mercado brasileiro entra no próximo pregão em território de forte incerteza, com investidores monitorando sinais sobre a composição econômica do novo governo e possíveis declarações do presidente eleito. O comportamento do câmbio e dos juros futuros seguirá como termômetro central do humor dos agentes financeiros nas próximas sessões.