Índice recua cerca de 2,74% no dia, pressionado por papéis do setor de infraestrutura e varejo; dólar opera com leve queda frente ao real

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em forte baixa, acumulando uma das maiores quedas percentuais recentes em sessão única. O movimento foi dominado por pressão concentrada em papéis de infraestrutura, varejo e educação, que afundaram de dois dígitos. Na ponta oposta, frigoríficos e alguns setores defensivos conseguiram sustentar ganhos e figurar entre os destaques positivos do dia.

Cosan e Vamos lideram baixas com recuos expressivos

As maiores perdas do índice ficaram concentradas em Cosan, Vamos e Azzas 2154, todas com recuos de dois dígitos. Cogna e Natura também integraram a lista das cinco maiores baixas da sessão. O movimento reflete um ambiente de aversão a risco mais seletiva, com papéis percebidos como mais sensíveis ao cenário de juros elevados sofrendo pressão desproporcional ao longo do dia.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 2,74% 171.006
Dólar ▼ 0,10% 5,346

Às 21h01 (Horário de Brasília)28/10/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MARFRIG (mbrf3) ▲ 4,43% 16,75
WEG (wege3) ▲ 2,43% 47,20
TIM (tims3) ▲ 2,21% 19,44
PRIO (prio3) ▲ 1,54% 71,70
HAPVIDA (hapv3) ▲ 1,43% 4,250

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
COSAN (csan3) ▼ 12,31% 2,350
VAMOS (vamo3) ▼ 10,73% 2,580
AZZAS 2154 (azza3) ▼ 10,39% 15,00
COGNA ON (cogn3) ▼ 9,52% 1,710
NATURA (natu3) ▼ 9,40% 5,010

Marfrig puxa altas; WEG e TIM também sobem

Em sentido contrário ao índice, Marfrig registrou a maior valorização entre os componentes do Ibovespa na sessão, seguida por WEG, TIM, PRIO e Hapvida. O desempenho positivo de frigoríficos como a Marfrig é frequentemente associado a dinâmicas de câmbio e demanda externa por proteína animal, fatores que tendem a beneficiar exportadores em contextos de real mais depreciado.

Raízen fecha acordo tributário bilionário com a Receita

No campo corporativo, a Raízen (RAIZ4) anunciou um acordo tributário de R$ 22,4 bilhões com a Receita Federal e a Fazenda Nacional. Acertos desse porte com o fisco costumam ser acompanhados de perto pelo mercado por seu impacto potencial sobre o balanço e o fluxo de caixa das companhias nos trimestres seguintes.

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Resultados corporativos movimentam agenda do mercado

A temporada de balanços seguiu aquecida, com Intelbras (INTB3) reportando crescimento de quase 20% no lucro do terceiro trimestre, a R$ 177 milhões, e Motiva (MOTV3) divulgando lucro ajustado de R$ 750 milhões no mesmo período, alta anual de 10%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira. Os números reforçam o fluxo de informações corporativas que tende a aumentar a volatilidade individual de papéis neste período do calendário.

Com o fechamento desta sessão, o mercado encerra o dia de olho no ambiente fiscal doméstico e na agenda de resultados corporativos, que seguem como principais vetores de volatilidade para os próximos pregões. A combinação de pressão sobre papéis sensíveis a juros e leve alívio no câmbio sintetiza o tom da jornada.

Editorial BolsaNews