PCE americano avança 3,6% na comparação anual e pressiona emergentes; pacote fiscal do governo Lula 4 mantém mercado doméstico em alerta

O Ibovespa abriu o pregão desta quinta-feira em terreno positivo e, até o fechamento desta edição, às 11h05, opera com leve alta, sustentando patamar acima dos 171 mil pontos. O dólar, por sua vez, avança na sessão, pressionado por dados de inflação dos Estados Unidos e pelo movimento generalizado de fortalecimento da moeda americana frente a divisas emergentes, quadro que se soma às incertezas sobre o cenário fiscal doméstico com o início do governo Lula 4 no foco do mercado.

Bradesco sob pressão após segundo rebaixamento seguido

As ações do Bradesco figuram entre as maiores baixas do Ibovespa na sessão após o banco sofrer seu segundo rebaixamento em sequência. O JPMorgan revisou significativamente sua avaliação sobre os papéis, reduzindo em quase 30% sua referência de valor, movimento que amplifica o sentimento negativo em torno do ativo e puxa o setor bancário para baixo nesta manhã.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▲ 0,17% 171.232
Dólar ▲ 0,45% 5,370

Às 11h05 (Horário de Brasília)29/10/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MRV (mrve3) ▲ 4,88% 4,510
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▲ 4,83% 5,430
GERDAU MET (goau4) ▲ 4,34% 11,06
GERDAU (ggbr4) ▲ 4,33% 25,07
HAPVIDA (hapv3) ▲ 4,29% 4,380

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
AMBEV S/A (abev3) ▼ 1,72% 14,89
BRADESCO (bbdc3) ▼ 1,72% 13,18
BRADESCO (bbdc4) ▼ 1,70% 14,47
PRIO (prio3) ▼ 1,65% 70,81
TOTVS (tots3) ▼ 1,20% 33,68

Siderúrgicas disparam com alta do minério e revisão do Itaú BBA

Gerdau e Gerdau Metalúrgica lideram as altas do índice nesta manhã. O movimento reflete uma combinação de fatores: a recuperação da produção das siderúrgicas chinesas, que impulsiona o preço do minério de ferro, e a revisão do Itaú BBA, que elevou a recomendação para os papéis da Gerdau. MRV e Hapvida também operam em alta expressiva, integrando o grupo de maiores valorizações da sessão.

PCE americano acende alerta e pressiona emergentes

O índice PCE, principal termômetro de inflação monitorado pelo Federal Reserve, avançou 0,5% em setembro ante agosto e 3,6% na comparação anual, números que surpreenderam o mercado e reacendem o debate sobre a trajetória dos juros nos EUA. O dado contribui para o fortalecimento do dólar globalmente e para a cautela nos ativos de risco, incluindo o real. O mercado americano ainda não havia aberto até o fechamento desta edição.

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Rombo fiscal doméstico segue no radar: R$ 40 bi em foco

No front doméstico, o cenário fiscal segue como pano de fundo do pregão. Segundo o InfoMoney, o IFI (Instituição Fiscal Independente) aponta que o fim das Bets, o pacote MEI e o Bolsa Família somam R$ 40 bilhões ao desequilíbrio fiscal. O mercado aguarda ainda a apresentação formal das medidas fiscais pelo governo, com o secretário do Tesouro indicando que o anúncio deve vir do ministro ou do próprio presidente, o que mantém os juros futuros oscilando próximos à estabilidade nesta manhã.

O pregão segue com atenção dividida entre o fiscal brasileiro e os dados americanos, em sessão marcada por movimentos assimétricos entre setores. A abertura dos mercados em Nova York, prevista para mais tarde, deve adicionar volatilidade ao ambiente já sensível desta manhã.

Editorial BolsaNews