Disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro (45%) e Lula (44%) no segundo turno zera ganhos da bolsa e inverte movimento do câmbio na manhã desta quarta.

O Ibovespa abriu o pregão desta quarta-feira com viés positivo, mas perdeu força ao longo da primeira hora de negociações após a divulgação de nova pesquisa Quaest. Até o fechamento desta edição, às 11h05, o índice oscila levemente abaixo da abertura, enquanto o dólar opera com recuo marginal, movimento que também reverteu um impulso inicial de baixa mais expressiva da moeda americana.

Quaest acirra cenário eleitoral e move mercado

A pesquisa Quaest divulgada nesta manhã mostra Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44% no segundo turno, diferença dentro da margem de erro. Segundo o Valor Econômico, o levantamento também aponta queda na rejeição a Lula, de 53% para 47%, enquanto a rejeição a Flávio oscilou de 54% para 52%. O mercado reagiu ao acirramento da disputa com aumento de volatilidade: o Ibovespa zerou os ganhos que chegou a registrar nos primeiros minutos de pregão, e o dólar, que operava em queda, virou para leve alta antes de recuar novamente.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 0,08% 207.851
Dólar ▼ 0,01% 5,023

Às 11h05 (Horário de Brasília)21/10/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
DIRECIONAL (dirr3) ▲ 1,85% 11,57
CYRELA REALT (cyre3) ▲ 1,72% 34,88
CURY S/A (cury3) ▲ 1,65% 33,24
LOCALIZA (rent3) ▲ 1,56% 53,45
VIBRA (vbbr3) ▲ 1,48% 37,13

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MARCOPOLO (pomo4) ▼ 4,82% 4,740
WEG (wege3) ▼ 4,60% 46,21
AZZAS 2154 (azza3) ▼ 3,45% 26,05
CEA MODAS (ceab3) ▼ 1,47% 14,04
HAPVIDA (hapv3) ▼ 1,36% 9,440

Curvas de juros recuam com olhar eleitoral

As taxas dos contratos de DI futuro operam em queda nesta manhã, refletindo um ambiente em que tanto o pleito doméstico quanto movimentos eleitorais no exterior são monitorados de perto pelos operadores de renda fixa. A trajetória dos juros longos tende a ser sensível a qualquer sinalização sobre a direção da política fiscal no próximo ciclo de governo, o que mantém o mercado atento ao desenvolvimento do quadro eleitoral.

Fundos de pensão reduzem drasticamente posição em ações

Um dado estrutural chama atenção no contexto desta manhã: a alocação de fundos de pensão em renda variável recuou de 34% para apenas 4,7% entre 2013 e o período recente. O movimento reflete uma migração consistente para a renda fixa, impulsionada pelo ciclo prolongado de juros elevados no Brasil, e ajuda a contextualizar a base de liquidez mais restrita que o mercado acionário doméstico enfrenta no médio prazo.

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WEG e Marcopolo lideram as baixas da sessão

Entre os destaques negativos do pregão até este momento, WEG e Marcopolo acumulam as quedas mais expressivas do Ibovespa, com recuos relevantes que se destacam na tabela de cotações. O contexto de notícias disponível até o fechamento desta edição, às 11h05, não traz um catalisador específico identificável para esses movimentos, o que sugere possível realização técnica após período de valorização ou rotação setorial em curso no portfólio de participantes do mercado.

O mercado brasileiro segue o restante desta manhã sob influência direta do noticiário eleitoral, com o Ibovespa e o câmbio respondendo em tempo real às pesquisas de intenção de voto. A abertura das bolsas americanas, prevista para as 10h30 de Brasília, ainda não ocorreu até o fechamento desta edição e pode adicionar uma nova camada de volatilidade ao pregão ao longo da tarde.

Editorial BolsaNews