Índice chegou a cair mais de 1% durante o pregão, mas reduziu perdas no fechamento; no exterior, Nasdaq recuou quase 2%

O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira com leve queda, bem abaixo do pior momento do dia, quando chegou a recuar mais de 1%. O dólar subiu de forma moderada, refletindo tanto o recuo das bolsas americanas quanto o ruído eleitoral no cenário doméstico. A combinação de inflação, política e exterior manteve o mercado em modo defensivo durante toda a sessão.

Publicidade

Wall Street cede com Nasdaq sob forte pressão

O ambiente externo pesou sobre os ativos de risco ao longo do dia. As bolsas americanas fecharam no negativo, com destaque para o Nasdaq, que recuou quase 2%, o pior desempenho entre os principais índices. O S&P 500 também cedeu mais de 1%. O movimento reflete ajuste em papéis de tecnologia e maior aversão a risco global, o que limitou o apetite dos investidores por ativos emergentes, incluindo o mercado brasileiro.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,45% 5,049
Ibovespa ▼ 0,18% 206.506
Dow Jones ▼ 0,09% 51.621
S&P 500 ▼ 1,11% 7.719
Nasdaq ▼ 1,88% 26.693
Stoxx 600 ▲ 0,44% 637,75
FTSE 100 ▲ 0,70% 10.725
Petróleo Brent ▼ 0,30% 106,06
Bitcoin ▼ 1,58% 81.788
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,52% 5,190

Às 18h30 (Horário de Brasília)14/10/2026

Eleição entra no radar e adiciona ruído doméstico

No front doméstico, pesquisa divulgada pelo Quaest colocando Flávio Bolsonaro à frente de Lula em um cenário de segundo turno movimentou o ambiente político e adicionou incerteza ao pregão. O dado eleitoral, ainda distante temporalmente, já começa a ser monitorado pelo mercado como variável de risco para o médio prazo, influenciando a percepção sobre o cenário fiscal e de políticas públicas.

Publicidade

Itaú avança sobre a Prisma Capital em movimento de consolidação

No campo corporativo, o Itaú Unibanco anunciou a compra de participação de 35% na Prisma Capital, segundo o Valor Econômico. O movimento reforça a estratégia de expansão do maior banco privado do país no segmento de gestão de ativos e sinaliza continuidade do processo de consolidação no setor financeiro brasileiro.

Juros americanos recuam, mas não sustentam alívio

O yield do T-Note de 10 anos, referência global para o custo do dinheiro, fechou em queda moderada no dia, o que em tese favoreceria ativos de risco. O efeito, no entanto, não foi suficiente para reverter o humor negativo das bolsas, que seguiram pressionadas por fatores específicos do mercado de tecnologia. O petróleo Brent operou em leve baixa, sem grandes impactos sobre as ações do setor de energia no Brasil.

O mercado encerra a sessão com saldo misto, mas o fato de o Ibovespa ter conseguido reduzir perdas expressivas ao longo do dia é lido como um sinal de resiliência relativa. Para o próximo pregão, o cenário externo, especialmente o comportamento de Wall Street e os dados americanos, seguirá como principal balizador, enquanto o ruído político doméstico tende a permanecer no radar dos investidores.