A S&P Global Ratings rebaixou nesta terça-feira a nota de crédito da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) em um nível, de ‘B’ para ‘B-‘, e fixou a perspectiva como negativa. A avaliação negativa indica que novos cortes na classificação permanecem no horizonte caso o cenário financeiro do grupo não se reverta nos próximos meses.

Conforme informou a InfoMoney, a agência atribuiu a decisão a dois fatores centrais: o enfraquecimento dos resultados operacionais na divisão de mineração do conglomerado e o nível elevado de alavancagem, que pressiona a estrutura de capital da empresa.

A CSN, por sua vez, afirma estar conduzindo negociações para a venda de ativos, medida que, segundo o grupo, teria como objetivo principal reduzir o estoque de dívidas. A empresa não detalhou quais ativos estariam no escopo das tratativas nem os valores envolvidos nas conversas.

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A perspectiva negativa atribuída pela S&P é, tecnicamente, um sinal de alerta adicional além do rebaixamento em si. Na escala da agência, essa designação significa que há probabilidade maior de um novo corte do que de uma elevação ou estabilização da nota no prazo de 12 a 24 meses, caso as condições que motivaram a revisão não se alterem de forma relevante.

As ações da CSN e os papéis de sua subsidiária de mineração, a CSN Mineração, podem ser impactados pela mudança de rating, na medida em que rebaixamentos em notas de crédito costumam elevar o custo de captação de recursos no mercado e aumentar a percepção de risco por parte de credores e investidores institucionais.

Editorial BolsaNews

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