O S&P 500 encerrou a semana em alta de 1,21%, fechando na sexta-feira em 7.743,41 pontos, segundo dados reportados pela CNBC. O resultado positivo no acumulado da semana veio apesar de uma sequência de três pregões de queda no meio do período, marcados por forte volatilidade nos títulos do Tesouro americano, com o yield de 10 anos atingindo 5,225% durante a semana, nível inédito desde 2007, conforme apontou o Yahoo Finance.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento foi classificado como misto: abertura em tendência positiva no início da semana e pressão macro relevante nos pregões intermediários. Na segunda-feira, ações de semicondutores lideraram uma abertura em alta, com Intel subindo 12%, Meta 11% e AMD 10%, impulsionadas pelo entusiasmo em torno do jantar de estado entre o presidente Trump e o líder chinês Xi Jinping, que reuniu grandes nomes da tecnologia americana, segundo reportagem do Yahoo Finance. Ao longo dos cinco pregões, porém, o mercado foi pressionado pela alta dos yields dos Treasuries e do petróleo acima de US$ 100 o barril, fatores que pesaram sobre o fluxo de risco. O alívio na sexta-feira veio com recuo do petróleo após o New York Times reportar uma proposta iraniana para encerrar o conflito com reabertura do Estreito de Ormuz, movimento que ajudou a estabilizar os bonds e contribuiu para o fechamento positivo, conforme relatou a Bloomberg.
O índice encerrou a semana acima da média móvel de 100 dias, registrada em 7.547,68 pontos, e da média de 200 dias, em 7.205,20 pontos. A máxima semanal foi de 7.782,19 pontos e a mínima de 7.662,57 pontos. O S&P 500 opera dentro de uma faixa de oscilação entre 7.600 e 7.800 pontos desde agosto, sem confirmação de novo topo histórico.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Para a próxima semana, analistas monitoram três variáveis centrais: (1) o comportamento dos yields dos Treasuries, sobretudo o de 10 anos, que chegou a 5,225% e permanece como fator de pressão sobre valuations de ativos de risco; (2) os desdobramentos no preço do petróleo diante das negociações geopolíticas envolvendo o Irã, que estiveram diretamente associados à volatilidade dos bonds ao longo dos pregões; (3) a evolução do índice em relação às marcas registradas na semana, especialmente considerando que o S&P 500 não confirmou novo recorde histórico desde agosto.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





