O Bitcoin encerrou a semana em alta de 3,99%, fechando sexta-feira em US$ 84.379 após abrir em US$ 81.143. O impulso veio de um short squeeze: segundo o CoinDesk, US$ 647,9 milhões em posições vendidas foram liquidadas em 24 horas no início da semana, empurrando o ativo até a máxima de US$ 87.363.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento combina alavancagem e macro. O squeeze, compra forçada por liquidações em cascata, foi o gatilho técnico. O freio veio pelo campo macroeconômico: o PMI composto dos EUA atingiu 58,4 na leitura preliminar de setembro, nível mais alto desde 2021, reforçando apostas em novo aumento de juros pelo Fed. Dirigentes do banco central mantiveram tom restritivo, conforme reportado pelo Investing.com, contendo o avanço do ativo após a máxima.
O Bitcoin opera em US$ 83.882, acima das médias móveis de 100 dias (US$ 69.170) e de 200 dias (US$ 70.928). A mínima semanal de US$ 80.867 é o suporte imediato de referência. A máxima de US$ 87.363 registrada nos cinco pregões é a resistência mais próxima.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Três pontos a acompanhar na próxima semana: (1) o payroll de setembro, dado que afeta o cenário de juros e o humor de risco global; (2) o PCE núcleo, índice de inflação preferido pelo Fed; (3) o comportamento do preço frente ao suporte de US$ 80.867, mínima dos cinco pregões encerrados.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





