A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu nesta quarta-feira o leilão de 13 blocos exploratórios do pré-sal, localizados nas bacias de Campos e Santos. A sessão integrou o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção e resultou na arrematação de sete áreas, com bônus de assinatura que totalizaram R$ 530,5 milhões.
Os vencedores foram Petrobras, Prio Forte e Equinor Brasil, além de dois consórcios: um formado por CNOOC Petroleum e Sinopec, empresas de capital chinês, e outro composto por Equinor Brasil e Galp Energia Brasil. Nenhuma das sete áreas arrematadas registrou disputa entre interessados distintos, com cada bloco recebendo uma única oferta.
As seis áreas restantes não atraíram propostas, o que evidencia seletividade por parte dos participantes mesmo em um leilão com escala relevante de oferta. O resultado indica que, apesar do interesse moderado do setor, a atratividade das áreas variou de forma significativa dentro do portfólio disponibilizado pela agência reguladora.
O regime de partilha de produção, modelo adotado nas negociações, estabelece que as empresas vencedoras podem reter parte da produção para amortizar os custos de exploração. O volume restante, denominado excedente em óleo, é então dividido com a União. Em cada bloco, o critério de desempate é a maior parcela ofertada ao governo sobre esse excedente.
O arremate dos blocos não representa garantia de reservas comercialmente viáveis. As companhias assumem integralmente o risco exploratório, ou seja, a possibilidade de não encontrar petróleo ou gás em volume economicamente aproveitável nas áreas adquiridas. O processo de confirmação de reservas pode levar anos após a concessão dos direitos de exploração.
Editorial BolsaNews





