O ouro encerrou a semana em queda de 0,83%, com fechamento na sexta-feira em US$ 4.181, depois de marcar mínima semanal de US$ 4.095 no pior momento do período. O movimento foi amplamente associado à leitura do CPI de setembro nos Estados Unidos, que veio acima do esperado, com inflação anual de 3,7%, acelerando apostas em novo aperto pelo Federal Reserve ainda em dezembro. Segundo o CNBC, o ouro chegou a cair mais de 1,5% em um único pregão, atingindo a mínima desde o início do mês.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
A leitura do movimento é primariamente macroeconômica, com componente de realização de posições. O CPI acima das projeções levou o índice do dólar a subir 0,4% e os rendimentos dos Treasuries de dez anos a operar próximos de 5,2%, elevando o custo de oportunidade de manter o metal sem remuneração. A pressão cedeu parcialmente na quinta e na sexta-feira: o PPI de setembro, embora também aquecido em 6,3% ao ano, já estava parcialmente precificado, e a queda de cerca de dez pontos-base nos yields de dez anos reabriu espaço para um repique. O dirigente do Fed Kevin Warsh, ao participar das reuniões do FMI, evitou sinalizar alta de juros em outubro, reduzindo a pressão imediata sobre o metal, conforme reportado pelo Kitco News.
O preço atual de US$ 4.181 opera abaixo da MM100 diária (US$ 4.283) e consideravelmente abaixo da MM200 diária (US$ 4.541), configurando posição técnica negativa em relação às duas médias de referência. A máxima da semana em US$ 4.242 funciona como resistência imediata, sendo o primeiro nível a ser monitorado acima do preço atual. A mínima semanal de US$ 4.095 representa o suporte mais próximo abaixo do fechamento. A distância do preço em relação à MM100 é de aproximadamente US$ 102, refletindo a aceleração da correção nas últimas semanas.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Para a próxima semana, três pontos merecem acompanhamento: (1) o comportamento dos rendimentos dos Treasuries de dez anos, especialmente após o conjunto de dados de inflação e varejo desta semana ter agitado o mercado de renda fixa americano; (2) eventuais novas declarações de membros do Fed sobre a trajetória de juros, após Warsh ter evitado compromisso em sua aparição no FMI; (3) a capacidade do preço de se manter acima ou romper o suporte da mínima semanal de US$ 4.095, bem como a relação do preço corrente com a MM100 diária em US$ 4.283.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





