O minério de ferro operou em território negativo nesta sexta-feira (9) na Bolsa de Commodities de Dalian, na China, com o contrato futuro para janeiro, o de maior liquidez, encerrando o pregão cotado a US$ 101,8, o que representa um recuo de 1,16% em relação à sessão anterior.

Segundo o Valor Econômico, o movimento de queda está associado a sinais de enfraquecimento da demanda por parte da siderurgia chinesa, setor que responde pela maior fatia do consumo global da matéria-prima. A percepção de que as usinas de aço no país asiático seguem com ritmo de produção contido pressiona os preços do minério no mercado de futuros.

A China é o principal destino das exportações brasileiras de minério de ferro, o que torna a dinâmica de demanda do país determinante para as receitas de grandes mineradoras com operações no Brasil. Variações relevantes no preço da commodity repercutem diretamente nos resultados e nas cotações dessas companhias no mercado doméstico.

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O patamar abaixo de US$ 102 reforça a trajetória de pressão que a commodity vem enfrentando diante de incertezas sobre a retomada da atividade industrial chinesa. Analistas monitoram indicadores do setor siderúrgico do país para avaliar se o atual nível de preços representa acomodação pontual ou tendência mais prolongada de desaquecimento.

Papéis de mineradoras com exposição ao mercado asiático podem ser impactados pelo movimento, dado o peso da demanda chinesa sobre as receitas do setor. O comportamento do minério de ferro em Dalian segue como variável monitorada pelo mercado, especialmente em sessões nas quais o exterior oferece poucos catalisadores adicionais de direção.

Editorial BolsaNews

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