O bitcoin registrou queda nesta quarta-feira (14) em resposta à divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que veio acima das estimativas do mercado e intensificou as apostas em novos apertos monetários pelo Federal Reserve. Por volta das 10h35, o ativo recuava 0,7% nas últimas 24 horas, sendo negociado a US$ 82.781,25. No Brasil, a criptomoeda era cotada a R$ 418.130,94, com recuo de 0,21%.
O dado de inflação americana alterou o humor dos investidores em mercados de risco de forma ampla. No caso do bitcoin, o movimento de queda ocorre em um momento em que o ativo já enfrentava dificuldades para sustentar avanços além da faixa entre US$ 84 mil e US$ 85 mil, região que tem funcionado como barreira técnica nas últimas semanas.
Antes da divulgação do CPI, havia sinais de recuperação na estrutura de demanda do mercado. A Vault Capital havia identificado uma retomada na procura no mercado à vista, que voltou a crescer e passou a acompanhar o volume observado nos contratos futuros. Com isso, a demanda total monitorada pela gestora alcançou 69 mil bitcoins, revertendo dois meses consecutivos de resultados negativos.
Analistas da casa também notaram que compradores têm retornado em patamares progressivamente mais elevados durante as correções recentes, o que preserva as mínimas do ativo e mantém aberta a possibilidade de um novo teste da faixa de resistência superior. Ainda assim, o contexto macroeconômico adverso impõe cautela sobre a continuidade desse movimento.
Entre as principais altcoins, o ether recuava 0,9%, a US$ 2.478,46, e a solana perdia 0,6%, a US$ 105,87. A BNB operava com queda de 0,2%, a US$ 739,09, enquanto o XRP se mantinha praticamente estável, a US$ 1,36, segundo dados do CoinGecko.
Editorial BolsaNews





