O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma estimativa antecipada do Produto Interno Bruto, registrou expansão de 0,3% em agosto na comparação com julho, após ajuste sazonal. O resultado encerra uma sequência de dois recuos consecutivos e representa uma reversão ao desempenho de julho, quando o indicador havia contraído 0,3%.

Na comparação com agosto do ano anterior, o IBC-Br avançou 1,2%, sem ajuste sazonal. No acumulado dos oito primeiros meses de 2024, o índice somou alta de 1,6%, mesmo percentual registrado na janela de 12 meses encerrada em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira.

A desagregação setorial revela que a indústria foi o principal vetor de sustentação do resultado, com crescimento de 0,9% no mês. O setor de serviços também contribuiu positivamente, ainda que de forma mais modesta, com expansão de 0,2%. Em sentido contrário, a agropecuária registrou retração de 1,8%, pressionando o desempenho agregado do período.

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O IBC-Br é publicado mensalmente pelo Banco Central e funciona como proxy da atividade econômica brasileira, incorporando estimativas para os três grandes setores produtivos. Embora não substitua a apuração oficial do PIB, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador é amplamente acompanhado por analistas e agentes de mercado como sinal antecedente do ritmo de crescimento da economia.

Editorial BolsaNews