Vitória democrata no Congresso americano impulsionou Wall Street; no Brasil, expectativa de pronunciamento de Lula sobre ajuste fiscal deu suporte ao mercado

O Ibovespa fechou em alta expressiva nesta sessão, quebrando uma sequência de seis pregões negativos. O dólar recuou frente ao real, aliviando a pressão cambial dos últimos dias. O impulso veio de duas frentes: Wall Street disparou com o resultado eleitoral americano, enquanto no Brasil a expectativa de um pronunciamento do presidente Lula com medidas de ajuste fiscal deu suporte aos ativos domésticos.

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Wall Street lidera o dia com alta acima de 3%

O Dow Jones avançou mais de 3% após a vitória dos democratas no Congresso dos EUA, resultado que o mercado interpretou como favorável à previsibilidade fiscal e à dinâmica política americana de curto prazo. S&P 500 e Nasdaq também fecharam em alta consistente, e o apetite por risco gerado lá fora transbordou para os mercados emergentes, incluindo o Brasil. O movimento também contribuiu para o recuo nos yields dos Treasuries de 10 anos, o que alivia a pressão global sobre ativos de maior risco.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,54% 5,459
Ibovespa ▲ 1,15% 167.563
Dow Jones ▲ 3,05% 53.356
S&P 500 ▲ 1,59% 7.689
Nasdaq ▲ 1,46% 25.737
Stoxx 600 ▲ 1,70% 657,40
FTSE 100 ▲ 1,68% 10.829
Petróleo Brent ▼ 8,19% 95,04
Bitcoin ▲ 3,47% 80.019
T-Note 10 anos (yield) ▼ 1,17% 4,894

Às 18h30 (Horário de Brasília)04/11/2026

Petróleo despenca e arrasta Petrobras e petroleiras

O petróleo Brent registrou queda superior a 8% na sessão, chegando à casa dos US$ 95 por barril, um dos recuos diários mais expressivos do ano. O tombo afetou diretamente as ações de Petrobras, PRIO e demais empresas do setor, que perderam até 9% no pregão, segundo o InfoMoney. O desempenho negativo das petroleiras funcionou como um freio parcial ao avanço do Ibovespa, que teria sido ainda mais intenso sem esse contrapeso.

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Itaú surpreende; BB Seguridade decepciona no trimestre

O noticiário corporativo trouxe resultados contrastantes. O Itaú (ITUB4) divulgou balanço do terceiro trimestre considerado sólido pelo mercado, e as ações avançaram cerca de 3% na sessão, contribuindo positivamente para o índice. No lado oposto, BB Seguridade reportou lucro acima do esperado, mas o resultado foi classificado como de baixa qualidade, e os papéis recuaram aproximadamente 7%. A Marcopolo (POMO4) também fechou no negativo após balanço do 3T26 abaixo das expectativas.

Expectativa fiscal doméstica sustenta o real

No plano doméstico, o mercado operou com atenção voltada ao pronunciamento anunciado pelo presidente Lula, no qual o governo deve apresentar medidas de ajuste fiscal. A perspectiva de um sinal mais consistente de responsabilidade nas contas públicas contribuiu para o recuo do dólar e para a melhora do humor com ativos brasileiros ao longo do dia. Os juros futuros também fecharam em queda, refletindo o alívio combinado entre o exterior favorável e a expectativa interna.

O pregão desta quarta-feira foi marcado por uma confluência de fatores positivos, incluindo alívio externo, expectativa fiscal doméstica e resultados corporativos relevantes, o que explica a ruptura da sequência negativa do Ibovespa. No próximo pregão, o mercado vai monitorar o conteúdo efetivo das medidas fiscais anunciadas por Lula e a repercussão dos balanços corporativos ainda por vir, além do comportamento do petróleo após a forte queda desta sessão.