Movimento é impulsionado pela decisão do Tesouro dos EUA de ampliar recompra de títulos longos, aliviando pressão sobre juros globais.

O Ibovespa abriu o pregão desta quarta-feira em alta expressiva e mantém ganhos superiores a 2% até o fechamento desta edição, às 11h05, em movimento que tenta interromper uma sequência de onze pregões consecutivos de queda. O dólar acompanha o alívio global e recua com força, operando abaixo de R$ 5,20, nível que não sustentava desde os últimos dias de pressão sobre os mercados.

Tesouro dos EUA dobra recompra e alivia mercados

O gatilho central do pregão é externo: o Tesouro dos Estados Unidos anunciou a ampliação do volume de operações de recompra de títulos longos após as taxas atingirem máximas recentes. A medida reduziu a pressão sobre os juros longos americanos, o que se traduziu diretamente em apetite por ativos de risco ao redor do mundo. Segundo o Valor Econômico, o movimento derrubou dólar e juros e puxou o Ibovespa para cima na abertura do pregão brasileiro.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▲ 2,21% 170.095
Dólar ▼ 0,84% 5,170

Às 11h05 (Horário de Brasília)19/08/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
BRASKEM (brkm5) ▲ 5,75% 5,330
VIBRA (vbbr3) ▲ 5,15% 35,95
RAIADROGASIL (radl3) ▲ 4,27% 17,84
PETRORECSA (recv3) ▲ 4,04% 10,56
VAMOS (vamo3) ▲ 3,65% 2,840

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
SANTANDER BR (sanb11) ▼ 1,54% 28,75
HAPVIDA (hapv3) ▼ 0,74% 6,730
SID NACIONAL (csna3) ▲ 0,00% 4,580
ENGIE BRASIL (egie3) ▲ 0,07% 27,96
PORTO SEGURO (pssa3) ▲ 0,10% 47,84

Braskem e Vibra lideram as altas no índice

Entre os papéis com maior valorização no Ibovespa até o momento, Braskem e Vibra operam com ganhos expressivos, reflexo do ambiente de maior apetite a risco e da recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional, que tende a beneficiar empresas do setor petroquímico e de distribuição de combustíveis. Raiadrogasil também figura entre os destaques positivos da sessão.

Bitcoin sobe com ata do Fed e regulação no radar

O bitcoin opera em alta e retorna à faixa dos US$ 65 mil nesta sessão. O movimento acompanha o alívio nos mercados globais e é reforçado pelo aguardo da ata do Federal Reserve e por avanços no debate regulatório sobre criptoativos nos Estados Unidos, dois fatores que o mercado monitora como potenciais catalisadores para o ativo nas próximas semanas.

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Inadimplência e crédito seguem no radar doméstico

No front doméstico, o ambiente de juros elevados mantém a inadimplência em patamar alto, com o score de crédito no Sudeste em queda. Ainda assim, o volume de crédito próprio segue avançando, e a indústria de cartões registrou R$ 1,2 trilhão em transações no segundo trimestre, alta de 7,7% na comparação anual, dado que ilustra a resiliência do consumo mesmo em cenário de aperto financeiro.

Editorial BolsaNews