Três companhias listadas na B3 concentraram os principais movimentos corporativos desta terça-feira (25): a Braskem (BRKM5), com a divulgação de um plano de recuperação extrajudicial; a Hapvida (HAPV3), que prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre contratos coletivos de saúde em reavaliação; e a Viveo (VVEO3), que recebeu notificação formal da bolsa por manter cotação abaixo do patamar mínimo regulatório.
A Hapvida informou à CVM que avalia, nos próximos 12 meses, a possibilidade de reajustar ou descontinuar contratos coletivos cujos preços são considerados defasados pela companhia. O conjunto de contratos sob avaliação abrange cerca de 947 mil beneficiários. A operadora ressaltou que nenhuma decisão está definida e que os eventuais ajustes não serão uniformes, podendo incluir variações nas faixas de coparticipação e mudanças no tipo de plano oferecido, além de correções tarifárias. A comunicação veio em resposta a questionamento formal do regulador.
Também no campo da Hapvida, a gestora Squadra Gestão de Recursos reduziu sua posição na companhia para 19,46 milhões de ações ordinárias, o equivalente a aproximadamente 3,87% do total de papéis emitidos. Do total mantido pela gestora, 2,81 milhões de ações estão cedidas em operações de empréstimo.
A Viveo, distribuidora do setor farmacêutico, recebeu notificação da B3 informando que suas ações permanecem cotadas abaixo de R$ 1 desde 26 de junho. Segundo o InfoMoney, a companhia tem até 8 de fevereiro de 2027 para promover o reenquadramento da cotação dentro dos critérios exigidos pela bolsa. A empresa não divulgou, até o momento, quais medidas pretende adotar para atingir esse objetivo dentro do prazo estabelecido.
No caso da Braskem, a petroquímica apresentou seu plano de recuperação extrajudicial em meio a um processo que também resultou na exclusão da companhia de índices da B3. A iniciativa representa o caminho escolhido pela empresa para renegociar obrigações com credores sem recorrer ao processo judicial convencional, estrutura que oferece menos formalidades processuais mas exige adesão voluntária das partes envolvidas.
Complementando o radar corporativo do dia, a Profarma (PFRM3) comunicou que BMK Participações e BPL Brazil Holding prorrogaram até 5 de outubro de 2026 o período de exclusividade para negociação de uma potencial aquisição, pela BMK, da participação atualmente detida pela BPL na companhia. A operação segue sujeita à conclusão e assinatura de contratos definitivos entre as partes.
Editorial BolsaNews





