Yield do T-Note de 10 anos voltou a pressionar mercados globais; bolsas de Nova York recuaram mais de 1%, enquanto o petróleo Brent subiu cerca de 1,5%.

O Ibovespa terminou a sessão desta tarde praticamente na estabilidade, com variação positiva mínima, numa combinação de forças opostas: a alta do petróleo Brent favoreceu papéis ligados ao setor de energia, mas a renovada pressão dos juros longos americanos conteve o avanço. O dólar fechou em leve alta frente ao real, refletindo o mesmo movimento de aversão a risco que derrubou Wall Street.

Juros longos dos EUA voltam a pressionar Wall Street

O principal vetor negativo do dia veio do mercado americano de renda fixa, onde o yield do Treasury de 10 anos voltou a subir, reacendendo preocupações com o custo do crédito e a sustentabilidade das valuations em bolsa. O movimento puxou Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq para baixo, com quedas que variaram entre 0,8% e 1,3% e funcionou como teto para os ativos de risco globais, incluindo o Ibovespa.

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Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,30% 5,194
Ibovespa ▲ 0,06% 167.927
Dow Jones ▼ 1,32% 52.759
S&P 500 ▼ 0,87% 7.641
Nasdaq ▼ 1,00% 26.067
Stoxx 600 ▼ 0,20% 650,35
FTSE 100 ▲ 0,04% 10.748
Petróleo Brent ▲ 1,47% 93,15
Bitcoin ▲ 4,82% 72.643
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,92% 4,696

Às 18h30 (Horário de Brasília)20/08/2026

Petróleo em alta ampara setor de energia na B3

O Brent fechou com alta superior a 1,4%, o que contribuiu para amenizar a pressão externa sobre o Ibovespa. Papéis do setor de petróleo e gás figuraram entre os destaques positivos do pregão, parcialmente compensando o ambiente mais cauteloso herdado de Nova York. A alta do petróleo reflete tensões persistentes no mercado de oferta global.

Bitcoin dispara; cripto opera em ritmo próprio

O bitcoin avançou quase 5% no dia, superando US$ 72 mil, descolando-se do movimento de queda das bolsas tradicionais. O movimento reforça a percepção de que o ativo vem operando com dinâmica própria, impulsionado por fluxos específicos do mercado cripto, sem correlação direta com o humor do mercado de renda variável nesta sessão.

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Radar doméstico: varejo, recuperação judicial e reparação de Mariana

No front corporativo e setorial brasileiro, o Goldman Sachs revisou para baixo suas estimativas para o varejo na América Latina, sinalizando cautela com o consumo na região. O Grupo Estrela protocolou plano de recuperação judicial, segundo o Valor Econômico. E Mariana se somou a outras 18 cidades no acordo bilionário de reparação da Samarco, evento de impacto socioambiental e jurídico relevante para o setor de mineração.

O pregão desta tarde deixa um quadro misto: o Ibovespa resistiu às pressões externas sem força para avançar com convicção, enquanto o dólar e os juros americanos sinalizam que o ambiente global segue exigindo cautela. No próximo pregão, o mercado deve continuar monitorando a trajetória dos yields nos Estados Unidos e eventuais desdobramentos do cenário fiscal e político doméstico.