O Canadá rompeu as tratativas comerciais em curso com os Estados Unidos e sinalizou resposta proporcional após Washington implementar, a partir da madrugada do último sábado (22), tarifas de 50% sobre aproximadamente US$ 20 bilhões em exportações canadenses. O primeiro-ministro Mark Carney classificou as mudanças impostas de última hora pelo governo americano como injustas e economicamente prejudiciais, justificando a decisão de suspender o diálogo bilateral.

Em comunicado, Carney deixou claro que Ottawa não absorverá passivamente as novas alíquotas. O governo canadense comprometeu-se a adotar contramedidas na mesma proporção dos impactos sofridos, protegendo trabalhadores e empresas nacionais. Nos próximos dias, devem ser detalhadas ações adicionais voltadas aos setores diretamente atingidos pelas tarifas americanas, em complemento a um pacote de quase US$ 25 bilhões em iniciativas já implementadas ao longo dos últimos 18 meses.

Além da resposta imediata, o premiê destacou uma orientação estratégica de prazo mais longo: fortalecer a economia doméstica e reduzir a dependência do mercado norte-americano por meio da diversificação de parcerias externas. A agenda inclui investimentos em infraestrutura e a abertura de novos canais de exportação para mercados fora dos Estados Unidos.

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Segundo o MarketWatch, o Canadá já anunciou formalmente tarifas de retaliação sobre produtos americanos, consolidando o colapso das negociações comerciais entre os dois países. O governo canadense afirmou que buscava, originalmente, preservar o acesso isento de tarifas para a maioria das empresas nacionais, garantir maior estabilidade à relação bilateral e reduzir alíquotas sobre setores estratégicos, além de proteger pequenas e médias companhias e manter a soberania nas decisões econômicas.

A deterioração da relação comercial entre Canadá e Estados Unidos adiciona um fator relevante de incerteza ao ambiente internacional. Para investidores brasileiros, o acirramento do conflito pode impactar o apetite global por risco, influenciar o comportamento do dólar e afetar commodities que têm ambos os países como referência de precificação. Analistas monitoram os desdobramentos das retaliações e a eventual reação de Washington às medidas anunciadas por Ottawa.

Editorial BolsaNews

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