O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na noite desta segunda-feira (24) esperar que a Vale direcione parte de seus esforços estratégicos para a exploração de terras raras e outros minerais críticos, além de sua atividade principal no minério de ferro. Para o ministro, o Brasil dispõe de uma janela histórica para se reindustrializar com base nesse segmento, e a mineradora teria condições de se posicionar como referência mundial no setor.
Segundo o Valor Econômico, Silveira declarou ter certeza de que a Vale incluirá projetos de minerais críticos e estratégicos em seu planejamento de longo prazo, com destaque especial para as terras raras. A companhia já opera em outros minerais considerados estratégicos, como níquel e cobre, mas uma ala do governo federal defende que ela assuma protagonismo ainda maior no desenvolvimento de novos projetos nessa área.
O tema ganha relevância em um contexto global de acirrada disputa por acesso a insumos essenciais para a cadeia de energias renováveis, veículos elétricos e equipamentos de defesa. Terras raras figuram entre os materiais mais cobiçados por grandes potências industriais, e o Brasil detém reservas expressivas desses elementos no subsolo.
No plano institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião para quinta-feira com os ministros Alexandre Silveira, Miriam Belchior (Casa Civil), Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento). O encontro terá como pauta os próximos passos da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), cuja aprovação pelo Senado deve abrir caminho para a regulamentação por meio de decretos e demais instrumentos de política pública.
A perspectiva de maior envolvimento da Vale no segmento de minerais críticos, associada ao avanço da PNMCE, coloca o setor mineral brasileiro sob observação do mercado. Analistas acompanham em que medida eventuais diretrizes regulatórias poderão influenciar as prioridades de alocação de capital da companhia nos próximos ciclos de investimento.
Editorial BolsaNews





