O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (18) um conjunto de alterações na regulamentação do Pix que amplia o alcance do sistema de pagamentos instantâneos e intensifica os mecanismos de controle sobre as instituições participantes. As mudanças abrangem desde a incorporação de novas funcionalidades até requisitos mais rígidos de segurança e governança.
Entre as principais novidades está a permissão para que o Pix Automático seja utilizado em contas-salário. A modalidade, voltada a pagamentos recorrentes como mensalidades, assinaturas e faturas periódicas, permite que o titular autorize o débito uma única vez, dispensando a confirmação a cada cobrança subsequente. A extensão dessa funcionalidade às contas-salário representa uma ampliação relevante do alcance operacional do Pix no dia a dia dos trabalhadores formais.
O BC também formalizou regras específicas para a chamada cobrança híbrida, formato que reúne boleto bancário e QR Code do Pix em um mesmo documento. A padronização busca oferecer ao pagador mais de uma via de liquidação em uma cobrança consolidada, reduzindo fricções operacionais tanto para empresas emissoras quanto para consumidores finais.
No campo da segurança e da integridade do ecossistema, as novas normas endurecem os critérios de entrada e permanência de instituições no sistema Pix. Conforme informou o Money Times, a exclusão de participantes que tenham sofrido penalidades passa a ter efeito imediato, eliminando o intervalo que antes permitia que empresas punidas continuassem operando durante eventuais recursos administrativos. Bancos e fintechs também recebem obrigações ampliadas no monitoramento e na prevenção de fraudes.
A regulamentação ainda prevê que a participação obrigatória no Pix poderá deixar de se aplicar a determinados casos específicos, sinalizando uma revisão pontual do escopo compulsório do sistema, sem alterar sua abrangência geral no mercado. O Banco Central não detalhou o cronograma de implementação de todas as medidas no comunicado desta data.
As mudanças ocorrem em um momento em que o Pix consolida posição como principal instrumento de pagamentos do país, com volume de transações que supera outras modalidades tradicionais. O reforço regulatório acompanha o crescimento do sistema e a sofisticação das tentativas de fraude registradas nos últimos anos.
Editorial BolsaNews





