O Bitcoin voltou a superar a marca de US$ 65 mil nesta segunda-feira, 10 de agosto, negociado a US$ 64.935,75 às 8h43 (horário de Nova York), em movimento que reflete o alívio nos mercados globais após a divulgação de um relatório de emprego norte-americano significativamente abaixo do esperado na sexta-feira anterior. O ativo acumula quatro sessões consecutivas com incursões acima do nível de US$ 65 mil.

O Ethereum, por sua vez, mostrou comportamento mais contido, operando a US$ 1.913,13 às 8h46 (ET), após abrir a sessão com leve recuo de 0,3% em relação ao domingo. O segundo maior ativo digital por capitalização de mercado segue oscilando em uma faixa estreita de preços, sem apresentar rompimento relevante em nenhuma direção.

A movimentação de alta em ambas as criptomoedas está associada à reação dos mercados ao relatório de emprego referente a julho nos Estados Unidos, divulgado na sexta-feira. Os dados vieram consideravelmente abaixo das projeções dos economistas, levando analistas a recalibrar as probabilidades de um novo aumento da taxa básica de juros pelo Federal Reserve na reunião de setembro. Ambientes de juros mais baixos ou estáveis tendem a favorecer ativos de maior risco, categoria na qual as criptomoedas se inserem.

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Segundo a Yahoo Finance, o mercado agora monitora de perto dois relatórios de inflação previstos para os próximos dias. Caso os índices de preços venham acima do esperado, as expectativas de aperto monetário podem ser reavivadas, o que representaria um vetor de pressão sobre os preços dos ativos digitais e poderia reverter parte dos ganhos recentes.

O contexto macroeconômico segue, portanto, como o principal fator de influência sobre a dinâmica das criptomoedas no curto prazo. A sensibilidade do Bitcoin e do Ethereum às decisões e comunicações do Federal Reserve tem sido uma constante ao longo dos últimos meses, com o mercado reagindo de forma acentuada a cada novo dado que altere o cenário de política monetária nos Estados Unidos.

Editorial BolsaNews

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