A inflação ao consumidor nos Estados Unidos avançou 0,1% em julho na comparação mensal, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses recuou para 3,4%, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho americano. O resultado veio em linha com as estimativas de economistas que acompanham o indicador.

O núcleo do CPI (Índice de Preços ao Consumidor), que exclui os componentes mais voláteis de alimentos e energia, registrou alta de 0,2% no mês, após ficar estável em junho. No acumulado de 12 meses até julho, o núcleo desacelerou para 2,5%, ante 2,6% no período encerrado em junho, sinalizando uma trajetória gradual de arrefecimento das pressões inflacionárias subjacentes.

O relatório chega em momento de atenção redobrada dos mercados financeiros globais sobre os próximos passos do Federal Reserve. Antes da divulgação dos dados, a ferramenta FedWatch, do CME, indicava que os investidores estimavam em cerca de 46% a probabilidade de uma elevação dos juros americanos na reunião de política monetária marcada para 15 e 16 de setembro. O dado mais comportado do CPI tende a enfraquecer os argumentos favoráveis a um novo aperto monetário na ocasião.

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O relatório do CPI foi publicado poucos dias após a divulgação de um resultado negativo no mercado de trabalho americano, que registrou perda inesperada de vagas no mês anterior. A combinação dos dois indicadores aumenta a percepção de que o ciclo de alta de juros pode estar próximo de seu término, ainda que o Fed acompanhe preferencialmente os índices de Despesas de Consumo Pessoal para balizar sua meta de inflação de 2%.

Conforme informou o Yahoo Finance, o dado de inflação pelo CPI veio em linha com o esperado e reforça o cenário de compasso de espera por parte do banco central americano. Para investidores brasileiros, o comportamento dos juros nos EUA tem impacto direto sobre o fluxo de capitais para mercados emergentes, a trajetória do dólar e as condições financeiras globais.

Editorial BolsaNews

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