A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) anunciou na tarde desta terça-feira (6), durante reunião de seu conselho de administração, a escolha de Renato Gomes para a presidência da entidade. O executivo integrou a diretoria do Banco Central entre 2022 e 2025, período em que respondeu pela área de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, com atuação em regulação, pagamentos, infraestruturas do mercado financeiro e processos de resolução de instituições em dificuldade.

Gomes substitui Leandro Vilain, que esteve à frente da ABBC de abril a setembro de 2025 e agora assume a presidência da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade de maior abrangência setorial, no lugar de Isaac Sidney. A movimentação representa uma reconfiguração de lideranças nas duas principais associações do setor bancário brasileiro em curto intervalo de tempo.

Em comunicado, a ABBC ressaltou que a indicação de Gomes reflete o comprometimento com a base técnica da instituição, e que sua gestão terá como eixo central a continuidade das agendas já em andamento, voltadas à estabilidade do sistema, à competitividade entre os participantes, à segurança operacional e ao avanço da inovação no ambiente financeiro.

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Durante sua passagem pelo Banco Central, Gomes teve participação relevante em episódios de alta repercussão regulatória. A área sob sua responsabilidade elaborou a recomendação que subsidiou a decisão do regulador de barrar a aquisição do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, pelo Banco de Brasília (BRB). O mesmo departamento forneceu os elementos técnicos encaminhados ao Ministério Público Federal relacionados à compra de carteiras classificadas como fraudulentas pela instituição do Distrito Federal.

Com a saída de Gomes do Banco Central, a diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução permanece sem titular efetivo. Segundo a Folha Mercado, a função vem sendo exercida de forma interina por Gilneu Vivan, diretor de Regulação da autarquia. Não há previsão divulgada para a nomeação de um substituto permanente.

Editorial BolsaNews

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