Índice avança 1,57% e atinge patamar histórico impulsionado por pesquisas eleitorais; taxas dos Treasuries recuam e favorecem emergentes
O Ibovespa encerrou esta segunda-feira em alta expressiva, atingindo a segunda melhor marca de sua história, impulsionado pelo trade eleitoral que ganhou força após novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno. O dólar recuou e voltou a operar abaixo de R$ 5,03, refletindo o apetite por ativos brasileiros. As taxas dos títulos públicos também cederam, sinalizando alívio nas condições financeiras domésticas.
Trade eleitoral domina e puxa bolsa a nível histórico
O principal motor do pregão foi o reposicionamento de investidores a partir de novas pesquisas eleitorais divulgadas após o primeiro turno. O movimento derrubou as taxas dos títulos do Tesouro Direto de forma generalizada, mesmo em um dia em que o petróleo operou em alta ao longo da sessão, o que normalmente pressionaria prêmios de risco. O mercado interpretou o cenário político como fator de redução de incerteza de curto prazo, favorecendo tanto a renda variável quanto a renda fixa.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 0,27% | 5,027 |
| Ibovespa | ▲ 1,57% | 208.296 |
| Dow Jones | ▲ 1,02% | 52.496 |
| S&P 500 | ▲ 0,28% | 7.713 |
| Nasdaq | ▼ 0,02% | 26.425 |
| Stoxx 600 | ▼ 0,06% | 638,64 |
| FTSE 100 | ▼ 0,29% | 10.733 |
| Petróleo Brent | ▼ 0,56% | 109,12 |
| Bitcoin | ▲ 1,21% | 82.827 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▼ 0,37% | 5,117 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)20/10/2026
Americanas salta 15%; Ânima derrete 9% após acordo
No campo das ações individuais, dois movimentos chamaram atenção. As ações da Americanas (AMER3) dispararam cerca de 15% após a Justiça decretar o encerramento da recuperação judicial da varejista, um marco relevante no longo processo de reestruturação da empresa. No sentido oposto, os papéis da Ânima (ANIM3) caíram cerca de 9% na sessão após o mercado reagir negativamente ao acordo firmado com o Hospital Albert Einstein, gerando dúvidas sobre os impactos financeiros da operação.
Wall Street fecha mista; Dow sobe, Nasdaq fica estável
Em Nova York, o desempenho foi divergente entre os índices. O Dow Jones fechou em alta de pouco mais de 1%, sustentado por resultados corporativos acima do esperado em alguns setores. O S&P 500 avançou de forma mais modesta, enquanto o Nasdaq praticamente zerou o movimento, pressionado por ações de tecnologia mais sensíveis ao nível dos juros longos. O rendimento do T-Note de 10 anos recuou, o que aliviou parte da pressão sobre ativos de risco globais e contribuiu para o bom humor nos mercados emergentes.
SpaceX lucra US$ 4,4 bi e anima setor de tecnologia
No radar internacional, a SpaceX reverteu prejuízo e registrou lucro de US$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre, segundo o Valor Econômico, com receita em forte expansão. O resultado animou o segmento de tecnologia de capital fechado e alimentou o debate sobre IPOs de empresas de inteligência artificial, cujos planos de compartilhamento de lucros com investidores começam a ser delineados antes de eventuais aberturas de capital. O Bitcoin também operou em alta, superando US$ 82 mil, acompanhando o apetite global por risco.
O pregão desta segunda-feira foi marcado por um gatilho doméstico claro, o reposicionamento eleitoral, que sobrepôs ruídos externos como a variação do petróleo e o desempenho misto de Wall Street. Para o próximo pregão, o mercado deve continuar monitorando o ambiente político interno e os desdobramentos do cenário de juros nos Estados Unidos, que seguem como variáveis centrais para o comportamento do Ibovespa e do câmbio.





