Índice registra uma das maiores quedas do ano em sessão marcada por Alphabet, Santander Brasil e yield do Treasury acima de 5%

O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira com queda expressiva, superior a 2,7%, encerrando abaixo dos 171 mil pontos em uma das sessões mais negativas do ano. O dólar cedeu marginalmente frente ao real, sem força para uma direção clara. O principal vetor do dia foi uma combinação de pressão externa, com o yield do Treasury de 10 anos ultrapassando 5% ao ano, e resultados corporativos que pesaram sobre setores-chave da bolsa brasileira.

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Alphabet frustra e puxa pressão sobre tech global

O resultado trimestral da dona do Google foi o gatilho externo mais relevante do dia. A empresa reportou lucro abaixo das expectativas e registrou fluxo de caixa negativo, derrubando suas ações em cerca de 9% no mercado americano. O movimento contaminou o sentimento global em relação ao setor de tecnologia, embora S&P 500 e Nasdaq tenham conseguido fechar em leve alta, sustentados pelo desempenho da Microsoft, que superou projeções com crescimento de 32% no lucro trimestral, atingindo US$ 36,63 bilhões.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,06% 5,348
Ibovespa ▼ 2,74% 171.006
Dow Jones ▲ 0,17% 52.475
S&P 500 ▲ 0,27% 7.744
Nasdaq ▲ 0,28% 26.550
Stoxx 600 ▲ 0,05% 644,14
FTSE 100 ▲ 0,05% 10.694
Petróleo Brent ▼ 0,36% 110,44
Bitcoin ▲ 0,40% 81.123
T-Note 10 anos (yield) ▲ 1,04% 5,045

Às 18h30 (Horário de Brasília)28/10/2026

Yield americano acima de 5% amplia aversão ao risco

O rendimento do Treasury de 10 anos ultrapassou a marca de 5% ao ano no fechamento, patamar que historicamente eleva o custo de oportunidade de ativos de risco em mercados emergentes. O movimento ocorreu após o Federal Reserve manter os juros inalterados, em linha com o esperado, mas sem sinais de afrouxamento próximo. Para o Brasil, o efeito foi direto: fluxo de saída de ativos de risco e pressão generalizada sobre o Ibovespa.

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Santander Brasil pesa no setor financeiro após resultado

No mercado doméstico, o setor financeiro foi um dos principais vetores de baixa. O Santander Brasil divulgou lucro acima do esperado no trimestre, mas a inadimplência em nível elevado gerou preocupação e derrubou as ações do banco com força. O movimento arrastou o segmento bancário, que tem peso relevante na composição do Ibovespa.

Raízen firma acordo tributário bilionário com a Receita

No campo corporativo doméstico, a Raízen (RAIZ4) anunciou um acordo tributário de R$ 22,4 bilhões com a Receita Federal e o Ministério da Fazenda, segundo informou a InfoMoney. A notícia representa um evento relevante para o balanço da companhia, mas o contexto adverso do pregão limitou qualquer reação mais positiva do papel. O petróleo Brent, referência para parte dos ativos do setor de energia, fechou em leve queda.

O mercado brasileiro encerra a sessão em alerta, com o Ibovespa testando suportes relevantes em meio a um ambiente externo de juros americanos elevados e resultados corporativos mistos. No próximo pregão, o noticiário macroeconômico internacional e eventuais desdobramentos do cenário político doméstico devem continuar no radar dos operadores.