Índice encerrou o dia com variação negativa marginal, enquanto o câmbio operou abaixo dos R$ 5,13, com atenção dividida entre Copom e resultados corporativos.

O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira praticamente no zero a zero, sem definição de direção clara, enquanto o dólar registrou leve recuo. O pregão foi marcado por uma combinação de resultados corporativos relevantes, que animaram papéis específicos, e cautela em torno do ambiente macro, com o mercado ainda digerindo o tom do Copom sobre os próximos passos da Selic.

Copom e Selic: incerteza sobre próximos cortes persiste

O mercado segue monitorando os desdobramentos da última reunião do Copom, cujo comunicado reforçou a assimetria de baixa para os juros. O ritmo dos próximos cortes na Selic permanece condicionado à trajetória do petróleo, ao comportamento dos juros nos Estados Unidos e à dinâmica da inflação doméstica, variáveis que ainda não apresentam leitura unânime entre os agentes financeiros. O cenário mantém o mercado de renda variável em modo seletivo.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 0,09% 177.726
Dólar ▼ 0,11% 5,122

Às 21h01 (Horário de Brasília)05/08/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
RAIADROGASIL (radl3) ▲ 5,87% 20,55
EMBRAER (embj3) ▲ 2,76% 93,01
BRAVA (brav3) ▲ 2,64% 19,45
TOTVS (tots3) ▲ 2,26% 32,51
KLABIN S/A (klbn11) ▲ 2,14% 18,64

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
HAPVIDA (hapv3) ▼ 5,69% 11,11
CEA MODAS (ceab3) ▼ 3,91% 9,340
COSAN (csan3) ▼ 3,46% 3,910
MARCOPOLO (pomo4) ▼ 3,12% 4,660
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▼ 2,64% 4,790

Raia Drogasil lidera altas; Hapvida despenca no setor de saúde

No campo das ações, Raia Drogasil liderou as altas do índice com expressiva valorização. No sentido oposto, Hapvida registrou a maior queda do pregão, com recuo superior a 5%, reforçando o momento adverso que o setor de saúde suplementar enfrenta no mercado. C&A Modas e Cosan também figuraram entre as maiores perdas do dia, sem que um catalisador único explique os três movimentos, o que sugere realização de posições em nomes mais pressionados.

Temporada de balanços anima papéis individuais

A temporada de resultados do segundo trimestre trouxe números relevantes para o pregão. A Riachuelo reportou lucro líquido de R$ 168 milhões no período, recorde para um segundo trimestre, com alta de 36% na comparação anual, segundo o InfoMoney. Smart Fit também divulgou crescimento de 8% no lucro recorrente, para R$ 204 milhões. Já a Vivara registrou avanço mais tímido, de menos de 1% no lucro líquido. Os resultados seguem heterogêneos, reforçando o perfil seletivo do mercado na leitura dos balanços.

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Embraer e Totvs sustentam altas no setor industrial e de tecnologia

Embraer e Totvs figuraram entre os destaques positivos do Ibovespa, com valorização superior a 2% cada. O movimento da fabricante de aeronaves ocorre em um ambiente de demanda aquecida por jatos comerciais e executivos globalmente. Totvs, por sua vez, acompanhou o apetite por empresas de tecnologia, setor que tem captado fluxo positivo em meio ao avanço da inteligência artificial como tema estrutural de mercado.

Com o pregão encerrado, a atenção dos investidores se volta para os mercados externos e para a continuidade da temporada de balanços, que seguirá ditando o ritmo das ações individuais. O cenário macro, envolvendo Selic, câmbio e commodities, permanece como pano de fundo determinante para a direção do Ibovespa nas próximas sessões.

Editorial BolsaNews