IBC-Br mais fraco e clima externo ameno pressionam juros futuros para baixo; bolsa ainda não define direção clara nesta manhã.

O Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira em território negativo e segue operando com leve queda até o fechamento desta edição, às 11h05, sem definir direção clara. O dólar, por sua vez, recua de forma mais consistente na mesma janela, refletindo um ambiente externo mais calmo e a leitura do mercado sobre o IBC-Br divulgado nesta manhã. O mercado americano ainda não abriu e o fluxo externo completo ainda não entrou no pregão local.

IBC-Br fraco puxa juros futuros para baixo

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, veio abaixo do esperado nesta manhã e foi o principal catalisador do movimento nos ativos de renda fixa. Conforme apurou o Valor Econômico, dólar e juros futuros recuam em resposta ao dado mais fraco de atividade e ao ambiente externo mais tranquilo. O movimento sugere que o mercado relê a trajetória da política monetária à luz de uma economia que pode estar desacelerando mais do que o projetado.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 0,17% 166.592
Dólar ▼ 0,42% 5,205

Às 11h05 (Horário de Brasília)17/08/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▲ 6,11% 4,170
COGNA ON (cogn3) ▲ 3,30% 2,190
ULTRAPAR (ugpa3) ▲ 2,73% 33,14
YDUQS PART (yduq3) ▲ 2,46% 7,500
PORTO SEGURO (pssa3) ▲ 1,94% 47,70

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
CSNMINERACAO (cmin3) ▼ 4,33% 5,300
MARFRIG (mbrf3) ▼ 2,93% 15,92
TAESA (taee11) ▼ 2,72% 37,14
IGUATEMI S.A (igti11) ▼ 2,03% 23,60
SUZANO S.A. (suzb3) ▼ 2,01% 41,40

BHIA3 despenca mais de 30% após pedido de recuperação judicial

As ações da Casas Bahia (BHIA3) figuram entre os maiores destaques negativos do mercado nesta sessão, com queda superior a 30% e cotação chegando à casa de R$ 0,45, após a companhia protocolar pedido de recuperação judicial. O movimento gerou forte pressão vendedora no papel, que opera em colapso de valor de mercado na abertura da semana. O evento aumenta a volatilidade em todo o segmento de varejo e atrai atenção sobre a saúde financeira de outras empresas do setor.

Radar político eleva incerteza no pregão

O cenário eleitoral permanece no radar dos operadores. Pesquisa divulgada pelo InfoMoney aponta empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos, com 43% cada, no primeiro turno em Pernambuco, um dos estados com maior peso político no ciclo eleitoral que se aproxima. Paralelamente, a proposta da OAB-SP de mandato fixo de 12 anos para ministros do STF e debates sobre inelegibilidade de candidatos reforçam o ruído institucional que o mercado monitora como fator de risco para ativos domésticos.

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Elétricas no foco climático de longo prazo

O setor elétrico ganhou atenção após o Valor Econômico reportar que empresas do segmento já se preparam para os efeitos do chamado Super El Niño, com ações de longo prazo voltadas a mitigar riscos de clima extremo sobre a geração de energia. O tema reacende o debate sobre segurança hídrica e seus reflexos sobre tarifas e margens operacionais das geradoras, variáveis que o mercado tende a precificar com antecedência em períodos de maior incerteza climática.

Editorial BolsaNews