A Intel encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 3,3 bilhões, resultado 18% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando a companhia havia apurado ganho de US$ 4,1 bilhões. A queda reflete, em parte, o recuo nas vendas de computadores pessoais, segmento que ainda representa parcela relevante das receitas da fabricante de microprocessadores.

A receita trimestral totalizou US$ 16,5 bilhões, avanço de 21% na comparação com o terceiro trimestre de 2025 e alinhada às projeções do mercado. O lucro por ação reportado foi de US$ 0,60, cifra 33% abaixo da registrada um ano antes. Já o lucro por ação ajustado, de US$ 0,52, representou alta de 126% na base anual e superou a estimativa de US$ 0,39 projetada por analistas consultados pela Zacks Investment Research, segundo o Valor Econômico.

O ponto de maior tensão veio com o guidance para o quarto trimestre. A empresa indicou receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões para o período, patamar não apenas inferior ao resultado recém-divulgado, mas também significativamente abaixo da faixa de US$ 17,7 bilhões a US$ 18 bilhões que o mercado aguardava. A discrepância entre a projeção da companhia e as expectativas dos analistas foi o principal vetor de pressão sobre o papel.

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A reação foi imediata no mercado estendido. Logo após a divulgação do balanço, as ações da Intel chegaram a operar com queda de aproximadamente 20% no after-hours da Nasdaq. No pregão regular desta quinta-feira, os papéis já haviam fechado em baixa de 3,62%, cotados a US$ 92,07. Em meados da sessão estendida, a desvalorização se estabilizava próxima a 14%.

O resultado reacende o debate sobre a capacidade da Intel de sustentar a retomada de receita em um cenário de demanda ainda incerta por PCs e de competição crescente no segmento de semicondutores. A combinação de um trimestre operacionalmente acima do consenso com um outlook abaixo das expectativas tende a elevar a volatilidade do papel nas próximas sessões, à medida que analistas revisam suas projeções para a companhia.

Editorial BolsaNews

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