Inflação da zona do euro acelera a 2,9% em julho, acima do esperado, e renova pressão sobre o BCE; futuros de Wall Street operam próximos da estabilidade.

O investidor brasileiro começa a quarta-feira de olho em dois eventos de alto impacto: a divulgação da ata do Fed, que pode oferecer pistas sobre o ritmo dos juros americanos, e o CPI do Reino Unido, que testa o apetite global por risco. A Ásia deu o tom negativo do dia, com o Nikkei registrando sua maior queda recente em meio à pressão sobre ações de tecnologia e ao avanço do petróleo, enquanto Europa abre no vermelho e futuros de Nova York praticamente não saem do lugar.

Ásia sangra: tecnologia e petróleo derrubam Nikkei

O índice japonês operou em forte queda, superior a 3%, liderando as perdas na região asiática. Segundo o Valor Econômico, a combinação de pressão sobre ações de tecnologia e a alta do petróleo pesou sobre o humor dos mercados na região. Xangai também recuou mais de 2%, enquanto o Hang Seng ficou próximo da estabilidade, sinal de que o movimento foi mais seletivo do que sistêmico, mas suficiente para colocar cautela na abertura europeia.

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Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▲ 0,09% 53.403
S&P Futuros ▲ 0,09% 7.714
Nasdaq Futuros ▲ 0,09% 29.555
Euro Stoxx 50 ▼ 0,08% 6.468
FTSE 100 ▼ 0,26% 10.708
Nikkei 225 ▼ 3,23% 65.326
Hang Seng ▲ 0,09% 25.495
Shanghai ▼ 2,42% 3.894
DXY (Dolar Index) ▼ 0,20% 99,39
Ouro ▲ 0,14% 4.415
Petroleo Brent ▲ 0,14% 91,72
Bitcoin ▼ 0,48% 64.372
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,38% 4,706

Às 07h00 (Horário de Brasília)19/08/2026

Ata do Fed: mercado monitora sinal sobre juros

A publicação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) é o evento de maior impacto do dia para os mercados globais. O documento pode revelar o grau de divisão entre os diretores sobre o ritmo de cortes de juros, num momento em que a inflação da zona do euro acelerou a 2,9% em julho, dado que reforça a narrativa de que a pressão inflacionária global ainda não foi domada. O yield do Treasury de 10 anos recua, sugerindo que parte do mercado já precifica algum tom mais dovish na ata.

CADE mantém decisão no caso American Airlines e Azul

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) rejeitou recurso apresentado em processo envolvendo American Airlines e Azul, mantendo o resultado anterior do caso. A decisão regulatória encerra mais uma etapa do processo e pode impactar o posicionamento das companhias aéreas no mercado doméstico. O setor de aviação permanece sob monitoramento do mercado, especialmente diante das discussões sobre consolidação e concorrência nas rotas brasileiras.

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Cena corporativa: Flash capta R$ 150 mi; Grupo Multi provisiona perdas

No universo de empresas brasileiras, a plataforma de gestão do trabalho Flash anunciou captação de R$ 150 milhões, sinal de que o apetite por fintechs corporativas segue aquecido. Em paralelo, o Grupo Multi informou provisão de R$ 20 milhões para perdas relacionadas à Casas Bahia, movimento que acende alerta sobre a saúde financeira do setor varejista. A Simpar, por sua vez, anunciou o descruzamento de participações com a Terra Transportes, reorganizando sua estrutura societária no segmento de logística.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇬🇧 CPI y/y (impacto: High)
  • 🇪🇺 ECB President Lagarde Speaks (impacto: Medium)
  • 🇪🇺 German 10-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • 🇪🇺 ECB President Lagarde Speaks (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 Crude Oil Inventories (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 FOMC Meeting Minutes (impacto: High)
  • 🇺🇸 President Trump Speaks (impacto: Medium)
  • 🇧🇷 [regulatorio] CADE rejeita recurso em caso American Airlines e Azul: Decisão regulatória do CADE mantém resultado anterior no processo envolvendo American Airlines e Azul.
  • 🇧🇷 [banco_central] Inflação da zona do euro acelera a 2,9% em julho e pressiona BCE: Dado de inflação da zona do euro divulgado acima do esperado renova pressão sobre decisões do BCE.

Com a ata do Fed como catalisador central da tarde e a inflação europeia acima do esperado recolocando o BCE em foco, o ambiente externo tende a ditar o humor do Ibovespa ao longo do dia. O dólar recua frente a uma cesta de moedas e o ouro avança levemente, refletindo a busca por proteção num dia de agenda densa. Atenção redobrada para qualquer sinalização de Trump, que também discursa hoje, variável que historicamente aumenta a volatilidade dos ativos de risco.