A Petrobras deve encerrar novembro com um volume de importação de diesel acima da média anual, mantendo um ritmo elevado de compras externas mesmo com leve recuo em relação a outubro. A estatal prevê encomendas de aproximadamente 600 milhões de litros no mês, o equivalente a 125 mil barris por dia, ante 650 milhões de litros registrados no período anterior.
A decisão foi motivada principalmente por paradas técnicas programadas em algumas refinarias da companhia, que reduziram temporariamente a capacidade de produção interna em meio a um crescimento do consumo doméstico ao longo do ano. Anteriormente, a empresa não antecipava importações relevantes para novembro, mas o cenário operacional exigiu revisão do planejamento de abastecimento.
O contexto externo também pesou na estratégia da estatal. As tensões geopolíticas no Oriente Médio têm elevado a volatilidade nos preços do petróleo e de seus derivados, aumentando a incerteza para agentes privados do setor. A Petrobras optou por reforçar suas compras externas como medida de segurança para garantir a oferta do combustível de maior demanda e importação no país.
O Brasil depende do mercado externo para suprir cerca de 30% de seu consumo de diesel, o que torna a gestão de estoques pela Petrobras um fator relevante para o abastecimento nacional. No terceiro trimestre, a companhia registrou o maior volume trimestral de importação do combustível em 2024, com 110 mil barris por dia, enquanto a média acumulada em nove meses ficou em 103 mil barris diários.
O volume projetado para novembro, segundo a Folha Mercado, representa continuidade de uma tendência de compras externas acima do padrão histórico, reflexo tanto das necessidades operacionais internas quanto do ambiente de incerteza nos mercados internacionais de energia.
Editorial BolsaNews





