Brent supera US$ 104/barril, alta de mais de 2% no dia; yields dos Treasuries de 10 anos voltam a pressionar bolsas globais

O investidor brasileiro inicia a quinta-feira em terreno instável. Notícias sobre planos militares dos EUA contra o Irã elevaram o petróleo Brent a níveis não vistos em meses e derrubaram as principais bolsas da Ásia, enquanto os futuros de Nova York operam no vermelho pressionados pela alta dos yields dos Treasuries. No cenário doméstico, o segundo turno presidencial ganha novos contornos com mudanças de estratégia nos dois principais campos.

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Tensão com Irã coloca petróleo no centro do dia

O Brent superou US$ 104 por barril, avanço de mais de 2%, após reportagens sobre planos militares dos EUA contra o Irã circularem nos mercados internacionais, segundo informou o Valor Econômico. O movimento reacendeu o prêmio de risco geopolítico no petróleo, que já vinha operando em patamar elevado. Para o Brasil, o impacto é duplo: empresas do setor de petróleo podem ser monitoradas com atenção ao longo do pregão, enquanto a pressão inflacionária global ganha novo elemento de atenção.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▼ 0,74% 51.015
🇺🇸 S&P Futuros ▼ 0,34% 7.820
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▼ 0,41% 31.231
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▼ 0,93% 6.116
🇬🇧 FTSE 100 ▼ 0,38% 10.418
🇯🇵 Nikkei 225 ▼ 1,60% 69.042
🇭🇰 Hang Seng ▼ 1,43% 23.786
🇨🇳 Shanghai ▼ 0,81% 3.812
💵 DXY (Dolar Index) ▲ 0,16% 102,39
🪙 Ouro ▼ 0,37% 4.145
🛢️ Petroleo Brent ▲ 2,06% 104,46
₿ Bitcoin ▼ 0,28% 83.042
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,15% 5,277

Às 07h01 (Horário de Brasília)08/10/2026

Yields elevados drenam apetite por risco nos EUA

Os futuros das bolsas americanas operam em queda, com Dow, S&P e Nasdaq todos no negativo, numa sessão em que os yields do Treasury de 10 anos voltaram a avançar e se aproximam de patamares historicamente restritivos. Juro alto nas Treasuries torna o custo de oportunidade do risco mais caro, e o ambiente é agravado pelo petróleo em disparada. A agenda do dia traz falas de membros do Fed, entre eles Waller, e dados semanais de pedidos de seguro-desemprego, dois catalisadores que podem definir o humor do mercado americano ao longo da manhã.

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Ásia fecha no vermelho; Europa também recua

As bolsas asiáticas encerraram o pregão em baixa generalizada, com o Nikkei liderando as perdas entre os principais índices da região, seguido pelo Hang Seng e por Xangai. A Europa também opera no campo negativo, com o Euro Stoxx 50 e o FTSE 100 cedendo. O dólar se fortalece levemente no índice DXY, o que tende a adicionar pressão sobre moedas emergentes e commodities metálicas. O ouro recua marginalmente, enquanto o petróleo segue na contramão do movimento de risk-off.

Política brasileira muda de tom no segundo turno

A campanha presidencial brasileira entrou em nova fase: Lula adotou postura mais confrontacional enquanto Flávio Bolsonaro passou a detalhar propostas programáticas, sinalizando reposicionamento dos dois campos para a reta final. O ambiente eleitoral tende a manter o mercado doméstico atento a qualquer movimento nas pesquisas de intenção de voto, dado o impacto potencial do resultado sobre expectativas fiscais e de política econômica para 2026.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Waller fala 🐂🐂
  • 🇬🇧 MPC Member Pill fala 🐂
  • 🇬🇧 MPC Member Greene fala 🐂
  • 🇪🇺 ECB Monetary Policy Meeting Accounts 🐂
  • 🇬🇧 Presidente do Banco da Inglaterra, Bailey, fala 🐂🐂🐂
  • 🇺🇸 Pedidos de seguro-desemprego 🐂🐂
  • 🇬🇧 MPC Member Lombardelli fala 🐂
  • 🇺🇸 Estoques de gás natural 🐂
  • 🇺🇸 Leilão de títulos de 30 anos 🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Musalem fala 🐂
  • 🇺🇸 Político EUA planejam ataques ao Irã, petróleo Brent supera US$ 104: Notícias sobre planos militares dos EUA contra o Irã elevaram o petróleo Brent acima de US$ 104 por barril.
  • 🇺🇸 Político Trump e Obama vão a Michigan em duelo eleitoral pelo Senado: Trump e Obama fazem campanha em Michigan em disputa eleitoral pelo Senado dos EUA.
  • 🇧🇷 Político Campanhas presidenciais mudam tom: Lula aumenta confronto e Flávio detalha propostas: Candidatos à presidência do Brasil alteram estratégia de campanha antes do segundo turno.

O dia promete volatilidade em múltiplas frentes: petróleo em alta por razões geopolíticas, yields americanos pressionando ativos de risco e uma agenda política doméstica que segue aquecida. O mercado deve acompanhar de perto as falas dos dirigentes do Fed e do Banco da Inglaterra, ambos programados para hoje, que podem calibrar as expectativas sobre o ritmo dos juros nas economias desenvolvidas e, por consequência, sobre o fluxo para emergentes como o Brasil.