O ouro encerrou a semana com valorização de 0,91%, fechando a sexta-feira em US$ 4.380, após tocar a máxima de dois meses em US$ 4.445 no meio da semana. O movimento foi amplamente atribuído à leitura do CPI de julho nos Estados Unidos, divulgado ao longo da semana, que mostrou inflação ao consumidor de 0,1% no mês e 3,4% no ano, em linha com as expectativas do mercado, segundo o Bloomberg. O alívio nas apostas de alta de juros pelo Federal Reserve em setembro foi o catalisador imediato da disparada rumo à máxima semanal, conforme registrado pelo VT Markets.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento da semana combina dois perfis distintos: na primeira metade, uma reação macro clássica ao dado de inflação, com o ouro se beneficiando do recuo nas expectativas de aperto monetário pelo Fed. Na segunda metade, o PPI de julho, também divulgado ao longo da semana, veio estável, o que, paradoxalmente, acelerou a realização: parte do mercado interpretou o conjunto de dados como já precificado, revertendo posições montadas após o payroll fraco da semana anterior. O contexto geopolítico do Estreito de Ormuz, onde o tráfego de navios seguiu bem abaixo da média histórica segundo o VT Markets, atuou como piso de demanda por proteção, evitando queda mais acentuada no fechamento de sexta-feira.
No fechamento de sexta-feira, o ouro opera em US$ 4.380, abaixo da MM100 diária (US$ 4.392) e significativamente abaixo da MM200 diária (US$ 4.486). O preço está, portanto, comprimido entre as duas médias móveis de referência pelo lado superior. A máxima da semana em US$ 4.445 funciona como resistência imediata; a mínima da semana em US$ 4.315 delimita o suporte mais próximo. O fechamento abaixo da MM100 reforça que o ativo ainda não reconquistou as médias de médio prazo após o ciclo de quedas dos meses anteriores.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Para a próxima semana, o mercado monitora: (1) postura de dirigentes do Fed em eventuais pronunciamentos públicos sobre o ritmo de aperto monetário após o conjunto CPI/PPI de julho; (2) desdobramentos das negociações em torno do Estreito de Ormuz e seu impacto sobre preços de energia e expectativas de inflação nos EUA; (3) comportamento do preço em relação à MM100 diária em US$ 4.392, nível que o fechamento de sexta-feira não conseguiu sustentar acima.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





