A Shein anunciou nesta segunda-feira, 24, que realizará sua oferta pública inicial de ações na Bolsa de Hong Kong no próximo dia 1º de setembro. A varejista digital de moda rápida pretende colocar 280 milhões de ações no mercado, com expectativa de arrecadar o equivalente a US$ 1,7 bilhão, ou cerca de 13,86 bilhões de dólares de Hong Kong, conforme comunicado divulgado pela própria bolsa.

Com base nos termos da operação apresentados ao mercado, a transação pode atribuir à companhia uma avaliação total de US$ 26,8 bilhões. O valor representa um marco relevante para uma empresa que, nos últimos anos, enfrentou sucessivos contratempos em suas tentativas de abrir capital em outros centros financeiros globais.

Fundada na China e atualmente com sede em Singapura, a Shein recebeu em julho a autorização de Pequim para prosseguir com o IPO em Hong Kong. Tentativas anteriores de listar suas ações nas bolsas de Nova York e de Londres foram frustradas por entraves de natureza regulatória, segundo informações amplamente divulgadas pela imprensa especializada.

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Além das questões regulatórias, a companhia opera sob escrutínio em relação a seu histórico socioambiental. A empresa já foi alvo de questionamentos sobre impacto ambiental e de acusações relacionadas a violações de direitos humanos em sua cadeia de fornecimento, concentrada majoritariamente em fábricas localizadas na China. A diretoria executiva da Shein já declarou publicamente que a empresa adota política de tolerância zero com o trabalho forçado.

No plano operacional, a Shein se diferencia de concorrentes do setor pelo ritmo acelerado de desenvolvimento de novos produtos e por uma estrutura de produção considerada altamente eficiente. Esses fatores contribuíram para a ascensão da marca como referência global no segmento de moda rápida, especialmente entre consumidores jovens. O desempenho da oferta em Hong Kong será monitorado pelo mercado como termômetro do apetite dos investidores por ativos do setor de varejo digital de origem chinesa.

Editorial BolsaNews

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