A S&P National Ratings reduziu a nota de crédito nacional da Azzas 2154 de “brAA+” para “brAA” e colocou a companhia em observação negativa, movimento que ocorre na esteira do anúncio de cisão societária feito pela empresa na última semana. A decisão da agência de classificação de risco amplia as preocupações do mercado sobre o perfil financeiro do grupo em um momento já pressionado pelo ambiente macroeconômico.

Segundo o Valor Econômico, os analistas da S&P apontam que a separação tende a reduzir a escala operacional do grupo, ao mesmo tempo em que eleva incertezas em relação à distribuição de passivos entre as entidades resultantes da cisão. O conjunto desses fatores, na avaliação da agência, tem potencial de deteriorar as métricas de crédito da companhia de forma relevante.

A escolha da cisão como instrumento para equacionar divergências entre os controladores foi classificada pela agência como um aspecto negativo do ponto de vista de governança corporativa. A avaliação é de que esse caminho introduz volatilidade adicional à qualidade do crédito, um fator que pesa diretamente na percepção de risco dos credores e do mercado de capitais.

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O rebaixamento incorpora ainda a piora nos resultados operacionais apresentados pela Azzas no segundo trimestre, período em que a companhia operou sob pressão de taxas de juros persistentemente elevadas e de uma base de consumo com renda comprimida. O setor de varejo de moda, em que a Azzas atua, é historicamente sensível a esse tipo de ambiente, dado o peso do crédito ao consumidor nas vendas.

A observação negativa sinaliza que a nota atual não necessariamente representa um piso. A S&P indica que um novo rebaixamento pode ser adotado nos próximos 90 dias caso a companhia apresente enfraquecimento adicional em seus indicadores operacionais ao longo do processo de cisão. O prazo reforça o caráter de monitoramento ativo sobre a evolução do caso.

Editorial BolsaNews

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