O minério de ferro encerrou a semana em queda de 0,61%, fechando a sexta-feira em US$ 97,42 por tonelada, depois de operar em uma faixa estreita entre US$ 97,41 e US$ 97,55 ao longo dos cinco pregões. O movimento refletiu dois choques simultâneos: o Federal Reserve dos Estados Unidos aprovou por 12 votos a 0 um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros, com 16 dos 18 dirigentes sinalizando mais um aumento ainda em 2026, fortalecendo o dólar e reduzindo o apetite por commodities cotadas na moeda americana, conforme reportado pelo Rio Times Online. Na mesma semana, os contratos mais negociados de minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) chegaram a recuar 1,6% em uma única sessão, refletindo a rentabilidade negativa das siderúrgicas chinesas.

Desempenho semanal

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos

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O movimento da semana combina dois vetores distintos. O primeiro é macro: a decisão hawkish do Fed elevou o custo do dólar e gerou fluxo de saída de ativos ligados a commodities industriais. O segundo é estrutural do setor: as margens das usinas de aço na China seguem comprimidas, o que reduz o apetite por insumos importados, incluindo o minério de ferro. Houve um alívio parcial ao final da semana, com reestocagem pré-feriado nacional chinês sustentando compras no mercado spot de Qingdao e uma recuperação pontual nos contratos da DCE, segundo o Business Recorder. Ainda assim, o fechamento semanal negativo indica que o movimento de compra foi lido pelo mercado como circunstancial e não como reversão de demanda. A Hellenic Shipping News citou o SMM alertando que, com a reestocagem se aproximando do fim, o suporte de preço tende a enfraquecer.

O ativo opera com distância relevante abaixo das duas médias móveis longas. A MM100 diária está em US$ 101,07 e a MM200 diária em US$ 103,07, enquanto o preço fecha em US$ 97,42, ou seja, cerca de 3,6% abaixo da MM100 e 5,5% abaixo da MM200. Essa posição coloca o ativo em território tecnicamente deprimido em relação às referências de médio e longo prazo. A máxima da semana, em US$ 97,55, funciona como resistência imediata, praticamente tocada na abertura de segunda-feira. A mínima, em US$ 97,41, registrada no fechamento de sexta-feira, é o suporte mais próximo a ser monitorado.

Estrutura de tendência diária

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Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView

Para a próxima semana, três pontos merecem atenção: (1) publicação de dados de produção industrial e de atividade siderúrgica na China, que podem alterar a leitura sobre a demanda real por minério; (2) comportamento do dólar no mercado internacional após a última sinalização do Fed, dado o efeito direto sobre commodities cotadas em dólar; (3) comportamento do preço em relação à resistência imediata de US$ 97,55 e à MM100 em US$ 101,07, duas referências que o ativo não conseguiu testar positivamente ao longo da semana.

Desempenho sazonal comparativo

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView

Editorial BolsaNews