A Apple deixou de figurar entre as ações internacionais mais recomendadas para setembro, movimento que coincide com a valorização dos fabricantes de memória voltados à expansão de data centers. A Micron Technology assumiu a liderança das indicações, concentrando as preferências de analistas que antes dividiam espaço com o papel da fabricante do iPhone.
A troca de posições reflete uma dinâmica setorial específica: o custo da memória usada em infraestrutura de data centers subiu de forma expressiva, beneficiando quem produz o componente e penalizando quem depende dele. A Apple se enquadra neste segundo grupo, com analistas apontando que a pressão sobre o preço da memória deve comprimir as margens do próximo iPhone, reduzindo o apelo do papel frente a alternativas mais diretamente ligadas à expansão da infraestrutura digital.
Segundo o InfoMoney, a Micron está presente em seis carteiras de BDRs analisadas para o mês, com tese convergente entre os gestores: o mercado de memória de alta largura de banda opera em condição de suboferta e a expectativa predominante é de que esse desequilíbrio persista por período mais longo do que o habitual, dado que a capacidade produtiva não acompanha o ritmo de crescimento da demanda.
Editorial BolsaNews





