Fluxo cambial registrou saída líquida de US$ 6,693 bilhões em setembro até o dia 4, segundo o Banco Central, pressionando o real na sessão.
O pregão desta tarde segue em curso com o Ibovespa operando em queda superior a 1%, movimento que se intensificou no período vespertino. O dólar avança em direção oposta, sustentado por dados de fluxo cambial divulgados pelo Banco Central, a PTAX oficial do dia já foi fixada, refletindo a pressão cambial acumulada na sessão. O mercado americano, aberto desde as 10h30 de Brasília, opera como pano de fundo para os movimentos aqui observados.
Fluxo cambial negativo pesa sobre o real
O Banco Central divulgou fluxo cambial negativo de US$ 6,693 bilhões em setembro até o dia 4, dado que reforça a pressão sobre o real e sustenta a alta do dólar no pregão desta tarde. O movimento cambial adverso ocorre em um ambiente de incerteza geopolítica, com o Irã sinalizando disposição para um conflito prolongado com os Estados Unidos, fator que aumenta a aversão a risco em mercados emergentes e tende a favorecer ativos de maior liquidez global.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ibovespa | ▼ 1,23% | 185.146 |
| Dólar | ▲ 0,41% | 5,107 |
Às 16h20 (Horário de Brasília)09/09/2026
Maiores Altas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| SLC AGRICOLA (slce3) | ▲ 5,04% | 17,70 |
| SID NACIONAL (csna3) | ▲ 4,71% | 6,890 |
| YDUQS PART (yduq3) | ▲ 2,51% | 10,20 |
| CSNMINERACAO (cmin3) | ▲ 1,35% | 6,780 |
| TIM (tims3) | ▲ 1,10% | 19,31 |
Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| DIRECIONAL (dirr3) | ▼ 4,52% | 10,98 |
| CEA MODAS (ceab3) | ▼ 4,35% | 9,020 |
| VAMOS (vamo3) | ▼ 3,94% | 3,410 |
| BTGP BANCO (bpac11) | ▼ 3,74% | 58,45 |
| COGNA ON (cogn3) | ▼ 3,67% | 2,360 |
Governo corta tributos de combustíveis; mercado monitora impacto fiscal
O governo federal anunciou corte de tributos sobre a gasolina, zeragem do imposto sobre o etanol e subsídio ao diesel, medidas com potencial de afetar a dinâmica de inflação e as projeções fiscais. O mercado acompanha o impacto dessas decisões sobre as contas públicas, especialmente em um momento em que o prêmio de risco doméstico já contribui para a pressão sobre os ativos locais. Produtoras do setor agrícola e de celulose seguem no radar, uma vez que variações em combustíveis afetam custos operacionais de empresas intensivas em logística.
SLC Agrícola lidera altas; setor construtivo e financeiro recua
No campo das ações em destaque, a SLC Agrícola opera como a maior alta do Ibovespa até este momento da tarde, seguida por Siderúrgica Nacional e Yduqs, sem que um catalisador único explique toda a movimentação do bloco. No lado oposto, papéis do setor de construção civil e do segmento financeiro figuram entre as maiores baixas da sessão, com Direcional, C&A Modas e BTG Pactual Banco entre os destaques negativos, refletindo em parte o ambiente de risk-off que domina o pregão.
Tensão EUA-Irã e drones na Sibéria ampliam aversão a risco global
O cenário geopolítico internacional adiciona volatilidade à tarde. Além das ameaças iranianas de conflito prolongado, drones atingiram pela primeira vez uma região produtora de gás na Sibéria, segundo o Valor Econômico, evento que aumenta a incerteza sobre o fornecimento energético global. O petróleo e ativos correlatos podem ser impactados por essa dinâmica, o que normalmente retroalimenta movimentos de aversão a risco em bolsas emergentes como a B3.
O pregão segue aberto por mais cerca de quarenta minutos, e o Ibovespa ainda pode registrar variações adicionais antes do encerramento oficial. O ambiente de risk-off, combinado ao fluxo cambial negativo e às tensões geopolíticas, mantém o mercado em modo de atenção elevada até o final desta sessão.
Editorial BolsaNews





