Os contratos futuros de ouro para dezembro abriram a US$ 4.399 por onça troy nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, e encerraram o pregão com queda de 0,9%. O recuo coloca o metal precioso no menor nível em uma semana e ocorre em meio à intensificação do conflito militar entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico.

O Comando Central americano (Centcom) anunciou na noite de terça-feira a destruição de cinco petroleiros iranianos. Quatro embarcações, identificadas como M/T Kaviz, M/T Charminar, M/T Horizon 1 e M/T Riesco, foram atingidas no Golfo de Omã. Uma quinta, o M/T Derya, foi destruída próximo à Ilha de Kharg, ponto estratégico de escoamento do petróleo iraniano. As ações foram apresentadas pelas forças americanas como resposta a ataques do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) contra navios de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos.

A escalada segue uma lógica de retaliação explicitada publicamente pelo Almirante Brad Cooper no último sábado, ao indicar que cada ataque iraniano resultaria em perdas econômicas proporcionalmente maiores ao adversário. Os eventos desta semana representam a segunda rodada de destruição de petroleiros iranianos em sete dias, acentuando o padrão de confronto direto entre as duas forças.

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O petróleo reagiu com vigor à notícia, superando US$ 100 por barril no pregão desta quarta-feira. A combinação de oferta iraniana sob pressão e risco de alargamento do conflito na região eleva o prêmio de risco embutido nos contratos de energia. O ouro, historicamente demandado em momentos de incerteza, não seguiu o mesmo caminho nesta sessão, operando em queda mesmo com a volatilidade geopolítica elevada.

O comportamento divergente entre os dois ativos reflete leituras distintas do mercado sobre o cenário atual. Parte dos investidores pode estar reposicionando exposição a risco em meio à proximidade da próxima reunião do Federal Reserve, marcada para daqui a uma semana, o que adiciona uma camada adicional de incerteza ao ambiente de mercado. Os futuros do metal chegaram a recuperar parte das perdas nas primeiras horas do pregão americano, alcançando US$ 4.438,20 por onça troy por volta das 6h34 (horário de Brasília), mas o saldo final ainda apontou para território negativo.

Analistas acompanham de perto o desdobramento das tensões no Oriente Médio e seu potencial de impacto sobre commodities energéticas e ativos considerados porto seguro. A simultaneidade entre a escalada militar e o calendário do Fed tende a ampliar a volatilidade nos mercados globais nas próximas sessões.

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Editorial BolsaNews